Análise da prevalência do biofilme na mucosa nasal das crianças respiradoras orais por meio da citologia nasal

dc.creatorLorena Nascimento Girardi Madeira
dc.date.accessioned2024-03-12T13:52:48Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:57:29Z
dc.date.available2024-03-12T13:52:48Z
dc.date.issued2023-05-09
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/65719
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectBiofilmes
dc.subjectCitologia
dc.subjectRespiração Bucal
dc.subjectCriança
dc.subjectRinomanometria
dc.subject.otherBiofilme
dc.subject.otherCitologia Nasal
dc.subject.otherRespiração Oral
dc.subject.otherCriança
dc.subject.otherRinomanometria
dc.subject.otherMicrobioma.
dc.titleAnálise da prevalência do biofilme na mucosa nasal das crianças respiradoras orais por meio da citologia nasal
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Jorge Andrade Pinto
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3937730937800102
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7681371459491250
local.description.embargo2025-05-10
local.description.resumoIntrodução: Biofilmes são aglomerados de microrganismos associados a uma superfície e incorporados a uma matriz polimérica extracelular. Têm sido descritos em inúmeras patologias, como as rinossinusites crônicas (RC). Sua presença está relacionada ao aumento da sobrevivência de microrganismos e à RC de pior prognóstico, sendo importante a sua detecção rotineira. A RC é uma das principais causas da respiração oral. Crianças respiradoras orais apresentam perdas significativas na qualidade de vida, geram gastos socioeconômicos importantes e podem ter alterações no crescimento e no desenvolvimento, que podem persistir até a vida adulta. A citologia nasal realizada pela microscopia óptica na coloração May-Grünwald-Giemsa (MGG) representa uma técnica útil, barata e de fácil aplicação para a detecção de biofilmes nesta população. Objetivo: Identificar a prevalência de biofilmes por meio da citologia nasal em crianças atendidas no Ambulatório do Respirador Oral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG). Métodos: Os participantes deste estudo foram submetidos a teste alérgico cutâneo com bateria padrão, citologia nasal, rinomanometria anterior, fibronasolaringoscopia e avaliação pela equipe multidisciplinar. A citologia nasal foi colhida por meio da aplicação de um swab estéril na porção média do corneto inferior. O material coletado foi transferido para uma lâmina de vidro, secou ao ar livre e foi corado pelo método MGG. As lâminas foram lidas por dois examinadores independentes e cegos entre si para identificar a presença de biofilme na amostra colhida. A análise estatística incluiu testes de comparação (Mann Whitney, Qui-quadrado) e o teste de concordância Kappa, que foi utilizado para avaliar a concordância entre os dois examinadores. As análises foram realizadas no software IBM SPSS versão 25 e com nível de significância de 5%. Resultados: Foram incluídas 67 crianças respiradoras orais, com idade entre 5 e 12 anos (mediana: 8 anos), sendo 45 (67,2%) do sexo masculino. Houve alta concordância quanto à identificação do biofilme entre os dois examinadores independentes (p < 0,0001). Devido à alta concordância, após sorteio, considerou-se os resultados encontrados pelo examinador 2. A prevalência de biofilme foi de 47,8% (n=32). Os pacientes que apresentaram biofilme na mucosa nasal eram mais novos, com mediana da idade: 8 (7 – 10); p = 0,047. A presença de biofilme esteve associada à diminuição do fluxo nasal medido pela rinomanometria anterior, com uma porcentagem de fluxo nasal menor nos pacientes com biofilme (mediana 47%), quando comparados àqueles sem o biofilme (mediana 79%); valor p 0,01. Em relação à gravidade da obstrução do fluxo nasal, observou-se que os pacientes com a presença de biofilme apresentaram obstrução mais grave quando comparados àqueles sem o biofilme (p = 0,021). Conclusão: A citologia nasal mostrou ser um teste tecnicamente simples, barato, reprodutível e capaz de detectar o biofilme em crianças respiradoras orais. As crianças mais novas apresentaram maior prevalência de biofilme na mucosa nasal. Além disso, nas crianças em que foi identificado o biofilme, observou-se menor fluxo nasal e uma obstrução mais grave quando comparadas àquelas sem a presença do biofilme. Esses achados podem estar relacionados ao desenvolvimento de um microbioma nasal insalubre, o que poderia favorecer o surgimento e o desenvolvimento do biofilme.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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