Individualismo global e agência de grupos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Tese de doutorado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Eduardo Soares Neves Silva
Delamar José Volpato Dutra
Evandro Barbosa
Rodrigo Azevedo dos Santos Gouvea

Resumo

Argumento nesta tese que há razões liberais para rejeitar o que chamo de “individualismo global”, que é a conjunção de duas perspectivas fortemente associadas ao liberalismo: o atomismo social e o individualismo normativo. De acordo com a primeira perspectiva, o mundo social é composto apenas por agentes individuais e suas ações. A segunda sustenta que todas as propriedades normativas são redutíveis a propriedades normativas individuais. Meu argumento tem a seguinte estrutura: após sugerir que o individualismo global não representa o liberalismo erradamente, recorro a alguns insights recentes do campo da ontologia social para mostrar que ele é incompatível com o cumprimento apropriado de um princípio liberal importante que diz respeito à proteção dos direitos individuais ao longo do tempo. Em outras palavras, mostro que há uma tensão forte e em alguma medida negligenciada dentro do próprio liberalismo. Como sustento, para resolver o problema, precisamos aceitar a ideia de grupos ontologicamente irredutíveis atuando, como colocam Christian List e Philip Pettit, “no espaço das obrigações”. Essa solução, contudo, é custosa para o liberalismo, pois a aceitação de propriedades normativas atribuídas a coletivos compele os liberais para uma posição muito menos individualista do que o esperado. Concluo com a discussão de algumas objeções à própria ideia de agência de grupos.

Abstract

Assunto

Filosofia - Teses, Ontologia - Teses, Ciência política - Filosofia - Teses

Palavras-chave

Ontologia social, Agregação, Ação de grupos, Filosofia política, Ética

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