“O nosso papel é ser ao menos um que não”: sobre as práticas e saberes de psicólogas em relação a sobreviventes de violência sexual que optam pelo aborto legal

dc.creatorLorena de Brito Marcelino Pereira
dc.date.accessioned2025-05-28T12:27:32Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:58:36Z
dc.date.available2025-05-28T12:27:32Z
dc.date.issued2024-12-20
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/82550
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subject.otherAborto legal
dc.subject.otherDireitos sexuais e direitos reprodutivos
dc.subject.otherPsicologia
dc.subject.otherSaúde Pública
dc.subject.otherFeminismo Negro
dc.subject.otherFeminismo Decolonial
dc.title“O nosso papel é ser ao menos um que não”: sobre as práticas e saberes de psicólogas em relação a sobreviventes de violência sexual que optam pelo aborto legal
dc.title.alternativeOur role is to be at least one who does not" : on the practices and knowledge of psychologists in relation to survivors of sexual violence who choose legal abortion
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Paula Rita Bacellar Gonzaga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0399493499741522
local.contributor.referee1Lisandra Espíndula Moreira
local.contributor.referee1Letícia Gonçalves
local.contributor.referee1Erica Dumont Pena
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2757063039380555
local.description.resumoTradicionalmente a psicologia tem se mantido distante das discussões relacionadas aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, apesar de dedicar-se à produção teórica acerca da subjetividade das mulheres, focando, principalmente, na maternidade, como algo inerente a esta constituição. Enquanto outros eventos recorrentes na vida reprodutiva das mulheres, como o aborto, são desconsiderados, mesmo quando estamos inseridos nas equipes mínimas de atuação em saúde sexual e saúde reprodutiva no Sistema Único de Saúde. O objetivo geral desta pesquisa consistiu em analisar como tem se dado a atuação das psicólogas dos serviços de saúde da cidade de Belo Horizonte em relação à interrupção de gestação prevista em lei. Como objetivos específicos, foram consideradas as seguintes questões: conhecer o processo formativo das psicólogas da rede de assistência à saúde de Belo Horizonte; compreender quais os saberes e fazeres das psicólogas que atuam em serviços de saúde sobre o aborto legal; verificar se e como a prática psicológica reconhece, corrobora e/ou impede a violência institucional contra as mulheres em situações de abortamento legal. A metodologia empregada foi a da psicologia feminista que se encontra interessada na produção de subjetividades, ações e em teorias feministas, buscando uma explicação mais adequada da realidade. Para a produção dos dados, foram realizadas 10 entrevistas narrativas com psicólogas que atuam nos serviços de saúde do SUS de Belo Horizonte. Para chegar até essas trabalhadoras, foi utilizada a técnica da bola de neve, que consiste em uma cadeia de indicações de participantes para a pesquisa. Por meio da análise das entrevistas, foi possível identificar que a formação ofertada nos cursos de graduação em psicologia ainda possui um viés voltado para a prática clínica em consultório, sendo incipientes as discussões acerca da atuação nas políticas públicas, sobretudo as direcionadas aos direitos sexuais e direitos reprodutivos. Esse vazio no percurso formativo básico leva as psicólogas a utilizarem de técnicas aprendidas que não necessariamente fornecem os subsídios necessários para trabalhar nessas políticas. Enquanto outras, somaram o conhecimento adquirido a partir de outras experiências, como a participação nos movimentos de mulheres e trabalhos voluntários, para potencializar a prática exercida nesses espaços. Também observou-se que atuar com mulheres em situação de abortamento em um país onde o procedimento é criminalizado e ilegal traz sofrimento para as usuárias atendidas e também para as psicólogas, que possuem clareza quanto às limitações impostas a suas práticas e possibilidades de acolhimento e construção de projetos terapêuticos. No que tange ao trabalho realizado por essas profissionais, percebeu-se que a maioria possui uma discurso alinhado com a defesa dos direitos das mulheres em relação ao próprio corpo, do entendimento sobre o estigma e preconceito que marca as discussões sobre o aborto no país. No entanto, essa pauta mostra-se desconectada de outros marcadores, sobretudo o de raça, o que aponta para um saber e prática psicológica distanciada das questões que marcam a construção subjetiva das mulheres brasileiras.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0009-8305-527X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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Dissertação - _ O nosso papel é ser ao menos um que não_ Psicologia e atenção as sobreviventes de violência sexual que realizam a interrupção legal de gestação (3) (1) (1) (1).pdf
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