Avaliação da variabilidade de práticas terapêuticas em oncologia no Brasil

dc.creatorThais Piazza de Melo
dc.date.accessioned2025-07-21T15:00:26Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:42:14Z
dc.date.available2025-07-21T15:00:26Z
dc.date.issued2023-02-27
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83682
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectGuia de Prática Clínica
dc.subjectNeoplasias da Mama/terapia
dc.subjectAnálise de Sobrevida
dc.subjectAvaliação da Tecnologia Biomédica
dc.subjectOncologia
dc.subjectModelos de Riscos Proporcionais
dc.subjectSistema Único de Saúde
dc.subjectGuias de Prática Clínica como Assunto
dc.subjectMastectomia
dc.subjectAnálise de Sobrevida
dc.subject.otherGuia de Prática Clínica
dc.subject.otherOncologia
dc.subject.otherAvaliação de Tecnologia Biomédica
dc.subject.otherNeoplasias de Mama
dc.subject.otherAnálise de Sobrevida
dc.titleAvaliação da variabilidade de práticas terapêuticas em oncologia no Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Ulysses de Barros Panisset
local.contributor.advisor-co1Augusto Afonso Guerra Júnior
local.contributor.advisor1Mariangela Leal Cherchiglia
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6739544920203518
local.contributor.referee1Gulnar Azevedo e Silva
local.contributor.referee1Angélica Nogueira Rodrigues
local.contributor.referee1Edna Afonso Reis
local.contributor.referee1Ávila Teixeira Vidal
local.contributor.referee1Mário Círio Nogueira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0754906851526284
local.description.embargo2025-02-27
local.description.resumoA introdução de novas tecnologias no âmbito dos tratamentos oncológicos é continuamente almejada como também percebida pela sociedade na atualidade. O estabelecimento da recomendação de uma conduta clínica qualificada requer um processo robusto, pautado tanto na experiência prática dos profissionais especialistas, como nas perspectivas dos pacientes, e nas melhores evidências científicas. Entretanto, a existência de lacunas nesse processo vem produzindo condutas terapêuticas de valor duvidoso, ou ainda, de baixo-valor no tratamento do câncer. As recomendações mencionadas são dispostas em diretrizes clínicas terapêuticas, as quais verifica-se ampla diversidade em todo o mundo. Assim, é perceptível a necessidade de garantir a qualidade destes documentos norteadores, e por conseguinte das condutas clínicas executadas na prática. Considerando o cenário exposto, foi objetivo principal do presente trabalho avaliar a variabilidade de condutas terapêuticas em oncologia em documentos nacionais norteadores de práticas clínicas, e em uma situação terapêutica prática de valor duvidoso executada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), assim como as suas consequências clínicas. Inicialmente foram avaliadas a qualidade de 12 diretrizes nacionais de tratamentos dos cânceres de mama, próstata e de cólon e reto, incluindo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) do SUS, documentos do sistema suplementar de saúde e de sociedades e associações médicas. Para tal, avaliadores com formações diversas aplicaram o instrumento AGREE II (Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation). Em todas as diretrizes avaliadas foram identificadas fragilidades e potencialidades, cuja instituição responsável pela publicação aparenta estar relacionada. Ao explorar os diversos aspectos das diretrizes citadas, identificou-se uma prática clínica de valor duvidoso no âmbito do tratamento do câncer de mama metastático ao diagnóstico (ou “de novo”): a remoção cirúrgica do tumor primário. Iniciou-se então a avaliação da influência da realização de tal procedimento cirúrgico na sobrevida de mulheres em tratamento no SUS. Para tal, foi desenvolvido um estudo de coorte retrospectiva considerando mulheres que iniciaram o tratamento entre 2003 até 2009. Foi estabelecido um grupo comparador de mulheres que não realizaram a cirurgia usando a técnica de propensity score matching (PSM). Avaliou-se a sobrevida global em 60 meses com construção de curvas de Kaplan-Meier, modelo de Cox de riscos proporcionais, e tempo médio de sobrevivência restrito (RMST – Restricted Mean Survival Time). Verificou-se que em aproximadamente 24% dos casos de tratamento do câncer de mama metastático inicial recorreu-se à cirurgia (3.641 mulheres), as quais foram realizadas majoritariamente como primeiro tratamento oncológico (69,4%) e do tipo mastectomia (70,3%). A mediana de sobrevivência (não alcançada para o grupo que realizou a cirurgia como primeira intervenção) e o RMST (superior em 6,9 meses) foram comparativamente superiores ao grupo pareado (p<0,001). As análises univariada e multivariada evidenciaram, entre outros, a redução do risco de óbito para a realização de cirurgia (análise multivariada: HR 0,607, IC95% 0,556-0,663), e elevação do risco para tratamentos sem hormonioterapia, presença de comorbidades e faixa etária superior. Assim, sugere-se que a remoção cirúrgica do tumor primário possa influenciar positivamente na sobrevida de parcela das mulheres com câncer de mama metastático ao diagnóstico. Conclui-se que tanto a avaliação de diretrizes clínicas, quanto de dados de mundo real podem contribuir para o fortalecimento das políticas e das práticas terapêuticas oncológicas no SUS.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMED - DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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