Um capítulo na história da arquitetura e da construção escolar pública no brasil: a experiência da CARPE
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Artigo de evento
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Em contrapartida à importância dada pela historiografia da construção e da arquitetura às grandes obras públicas, elementos singulares na paisagem das cidades, a atenção deste trabalho se volta aos edifícios escolares padronizados, no que poderíamos definir como arquitetura de caráter ordinário, ainda muito pouco estudada. Analisamos a experiência de duas instituições públicas – as autarquias Campanha de Reparo e Restauração dos Prédios Escolares do Estado (CARRPE) e Comissão de Construção, Ampliação
e Reconstrução dos Prédios Escolares do Estado (CARPE) – discutindo sua relevância para a cultura arquitetônica e para a história da construção em Minas Gerais, Brasil. A análise baseia-se numa leitura crítica de documentos oficiais, reportagens e obras, com ênfase em seu processo de produção e construção. Nossa intenção é ampliar a leitura desse sistema e colaborar para a reconstituição de sua história. Em conjunto, CARRPE e CARPE, foram os órgãos públicos que mais projetaram e construíram edifícios
escolares em Minas Gerais (1958-1987). A trajetória dessas entidades pode ser periodizada em três momentos: fundação, consolidação e esgotamento. O primeiro momento é marcado pela atuação da CARRPE (1958-1967), cuja atribuição principal era a manutenção e a reforma predial. Ela se revela como um laboratório de experimentações projetuais, tecnológicas e construtivas. Num segundo momento, impulsionada pelas mudanças institucional (de campanha para comissão) e de atribuição, a CARPE
consolida novo sistema de produção, elaborando de maneira singular e sistemática um inédito modelo de produção de edificações. Esse período é caracterizado por eficiência e rapidez no desenvolvimento de projetos e na execução de obras, definindo um significativo salto quantitativo e qualitativo. O esgotamento inicia-se a partir de um intenso questionamento acerca do caráter massivo e padronizado dessa produção. Tais críticas, provenientes principalmente do ambiente acadêmico, parecem ter sido determinantes no
declínio da CARPE, extinta em 1987. Entre outras coisas, destaca-se nesse cenário a peculiaridade da forma da atuação pública da CARPE em relação a outras experiências brasileiras com racionalização e padronização construtiva. É especialmente relevante o fato de que não se verifica aí a reprodução da lógica de imprimir nas obras públicas a marca dos governos e arquitetos. São objetos sem autoria definida, concebidos coletivamente de acordo com rigorosa e organizada estrutura. Assim, essa produção arquitetônica se mostra exemplar na forma como congregou profissionais para a boa projetação e para criação de sistemas produtivos de qualidade.
Abstract
Assunto
Projeto arquitetônico, Escolas, Edifícios públicos, Construção civil
Palavras-chave
Arquitetura escolar pública, Racionalização construtiva, Padronização, CARPE
Citação
Departamento
Curso
Endereço externo
http://www.spehc.pt/publicacoes.html