Professoras ouvintes de alunos surdos no AEE: entrelaçamentos entre a libras e a subjetividade dos surdos
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Maria da Glória Duarte Ferro Silva
Ana Valéria Marques Fortes Lustosa
Mônica Maria Farid Rahme
Libéria Rodrigues Neves
Cleuzilaine Vieira da Silva
Taisa Grasiela Gomes Liduenha Goncalves
Ana Valéria Marques Fortes Lustosa
Mônica Maria Farid Rahme
Libéria Rodrigues Neves
Cleuzilaine Vieira da Silva
Taisa Grasiela Gomes Liduenha Goncalves
Resumo
O presente estudo consiste em compreender o uso da Libras pelas professoras ouvintes do ensino
de Português como segunda língua e a construção da subjetividade dos alunos surdos no Ensino
Fundamental do Município de Teresina, Piauí, no contexto do Ensino Remoto Emergencial,na
sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), durante o ensino do Português como
segunda língua na modalidade escrita. Para tal, tem-se como referência autores dos campos da
história, política e conceitos teórico-metodológicos da Psicologia Histórico-Cultural, as bases para
a compreensão do desenvolvimento humano e da Etnografia em Educação. Realizou-seuma
pesquisa com perspectiva etnográfica, em duas escolas, por meio da observação participante na
sala de (AEE); foi feita a aplicação de entrevistas do tipo abertas com duas professoras de AEE;
uma tradutora/intérprete de Libras (atuando voluntariamente), dois alunos surdos, matriculados no
2º e 9º ano e suas respectivas mães, a fim de realizarmos uma análise constrastiva entre os processos
de constituição das subjetividades de Narciso e Jacinto. Assim, defendemos a tese de que o processo
de constituição das subjetividades de Narciso e Jacinto é social,singular e situado nos contextos
culturais escolares e familiares. As evidências nos levam a concluir que Jacinto e Narciso
expressaram a constituição de suas subjetividades com olhares diferenciados para a realidade
educacional do ERE atribuindo sentidos e significados partindo ora do uso da Língua de Sinais
(Jacinto) e ora do uso da oralização (Narciso), refratando suas preferências e desejos. Assim,
Narciso vivencia uma cultura familiar voltada para o oral, sem uso da Língua de Sinais, e essas
práticas de letramentos, por meio do Português, são expressas na escola pela professora Clívia,
respeitando a opção familiar. Diferenciando-se de Jacinto, que em casa, diariamente, as práticas de
letramentos foram realizadas pelo envio dos cadernos de atividades no grupo de WhatsApp, com o
uso da Libras. A família de Jacinto e Narciso apresentaram práticas culturais, permitindo vivências
coletivas com todos que residem juntos na casa. As escolas Flor e Girassol trazem regras próprias
de convívio e trabalho no espaço escolar, atividades de ensino queora permitiram a criação de algo
novo nas mentes dos alunos e ora não, ou seja, a unidade [instrução-desenvolvimento] que fez uso da
Libras no caso das práticas escolares na sala de Jacinto mostrou maior avanço no desenvolvimento
dele do que no desenvolvimento de Narciso. Pensamos que o uso da linguagem do Português,
oralizada, pode ter sido um dos fatores de não avanço do desenvolvimento de Narciso, ao não lhe
possibilitar a compreensão dos conceitos estudados. Compreendemos que o homem não é a soma
de suas partes, mas o encontro de suas partes em uma unidade dialética, que corresponde a
[afeto/cognição social situada/culturas/linguagens em uso] – (ACCL), homem que se constitui como
um ser social que constrói sua individuação, sua subjetividade nas e pelas relações sociais,
discursivamente. Isto reforça a defesa que fazemos da importância do uso da Libras nesse processo
para os alunos surdos.
Abstract
Assunto
Educação, Educação especial, Surdos - Educação, Subjetividade
Palavras-chave
Surdos, Professora do AEE, Libras, Subjetividade
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