Professoras ouvintes de alunos surdos no AEE: entrelaçamentos entre a libras e a subjetividade dos surdos

dc.creatorElayne Cristina Rocha Dias
dc.date.accessioned2024-09-03T11:06:06Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:33:37Z
dc.date.available2024-09-03T11:06:06Z
dc.date.issued2024-02-28
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/75886
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação
dc.subjectEducação especial
dc.subjectSurdos - Educação
dc.subjectSubjetividade
dc.subject.otherSurdos
dc.subject.otherProfessora do AEE
dc.subject.otherLibras
dc.subject.otherSubjetividade
dc.titleProfessoras ouvintes de alunos surdos no AEE: entrelaçamentos entre a libras e a subjetividade dos surdos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria de Fátima Cardoso Gomes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5557506353125288
local.contributor.referee1Maria da Glória Duarte Ferro Silva
local.contributor.referee1Ana Valéria Marques Fortes Lustosa
local.contributor.referee1Mônica Maria Farid Rahme
local.contributor.referee1Libéria Rodrigues Neves
local.contributor.referee1Cleuzilaine Vieira da Silva
local.contributor.referee1Taisa Grasiela Gomes Liduenha Goncalves
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1374423484664701
local.description.resumoO presente estudo consiste em compreender o uso da Libras pelas professoras ouvintes do ensino de Português como segunda língua e a construção da subjetividade dos alunos surdos no Ensino Fundamental do Município de Teresina, Piauí, no contexto do Ensino Remoto Emergencial,na sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), durante o ensino do Português como segunda língua na modalidade escrita. Para tal, tem-se como referência autores dos campos da história, política e conceitos teórico-metodológicos da Psicologia Histórico-Cultural, as bases para a compreensão do desenvolvimento humano e da Etnografia em Educação. Realizou-seuma pesquisa com perspectiva etnográfica, em duas escolas, por meio da observação participante na sala de (AEE); foi feita a aplicação de entrevistas do tipo abertas com duas professoras de AEE; uma tradutora/intérprete de Libras (atuando voluntariamente), dois alunos surdos, matriculados no 2º e 9º ano e suas respectivas mães, a fim de realizarmos uma análise constrastiva entre os processos de constituição das subjetividades de Narciso e Jacinto. Assim, defendemos a tese de que o processo de constituição das subjetividades de Narciso e Jacinto é social,singular e situado nos contextos culturais escolares e familiares. As evidências nos levam a concluir que Jacinto e Narciso expressaram a constituição de suas subjetividades com olhares diferenciados para a realidade educacional do ERE atribuindo sentidos e significados partindo ora do uso da Língua de Sinais (Jacinto) e ora do uso da oralização (Narciso), refratando suas preferências e desejos. Assim, Narciso vivencia uma cultura familiar voltada para o oral, sem uso da Língua de Sinais, e essas práticas de letramentos, por meio do Português, são expressas na escola pela professora Clívia, respeitando a opção familiar. Diferenciando-se de Jacinto, que em casa, diariamente, as práticas de letramentos foram realizadas pelo envio dos cadernos de atividades no grupo de WhatsApp, com o uso da Libras. A família de Jacinto e Narciso apresentaram práticas culturais, permitindo vivências coletivas com todos que residem juntos na casa. As escolas Flor e Girassol trazem regras próprias de convívio e trabalho no espaço escolar, atividades de ensino queora permitiram a criação de algo novo nas mentes dos alunos e ora não, ou seja, a unidade [instrução-desenvolvimento] que fez uso da Libras no caso das práticas escolares na sala de Jacinto mostrou maior avanço no desenvolvimento dele do que no desenvolvimento de Narciso. Pensamos que o uso da linguagem do Português, oralizada, pode ter sido um dos fatores de não avanço do desenvolvimento de Narciso, ao não lhe possibilitar a compreensão dos conceitos estudados. Compreendemos que o homem não é a soma de suas partes, mas o encontro de suas partes em uma unidade dialética, que corresponde a [afeto/cognição social situada/culturas/linguagens em uso] – (ACCL), homem que se constitui como um ser social que constrói sua individuação, sua subjetividade nas e pelas relações sociais, discursivamente. Isto reforça a defesa que fazemos da importância do uso da Libras nesse processo para os alunos surdos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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