Fatores de risco para reoperação nas fraturas da extremidade distal do fêmur

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Robinson Esteves Santos Pires
Vincenzo Giordano Neto

Resumo

Introdução: o estudo adequado dos padrões das fraturas da extremidade distal do fêmur é imprescindível para definir o melhor tratamento. Objetivo: verificar a associação entre a incidência de reoperação e a classificação Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen dos diversos tipos de fraturas da extremidade distal do fêmur. Métodos: estudo retrospectivo dos pacientes com fraturas da extremidade distal do fêmur tratados cirurgicamente no período de 2011 a 2024. Foram incluídos todos os pacientes com diagnóstico de fratura da extremidade distal do fêmur de acordo com o Código Internacional de Doenças. A coleta de dados foi realizada por meio de revisão de prontuários eletrônicos. Foram coletados dados sociodemográficos, história clínica, comorbidades, mecanismo de trauma, lesões associadas, tempo de internação, métodos de tratamento e desfechos, como necessidade de reoperação. Resultados: Participaram deste estudo 82 indivíduos com idade média de 43,91 (±19,19) anos e idades mínima e máxima entre 18 e 90 anos. A maioria dos indivíduos era do sexo masculino (54,9%). Em relação ao trauma, a maioria das ocorrências se deu por queda da própria altura (36,6%) ou acidente motociclístico (35,4%) com fratura fechada (59,8%) e classificação do tipo 33C (46,4%), tendo sido 9,8% do tipo 1, 14,6% do tipo 2 e 22% do tipo 3. As variáveis elegíveis para o ajuste do modelo de regressão logística múltipla ao nível de significância de 0,20 foram: idade na época do trauma (p=0,176), classificação agrupada (0,286), mecanismos de trauma (0,110), fratura exposta (p=0,041), fragmentação metafisária medial (p=0,003), consolidação (p=0,091) e uso de fixador externo (p=0,028). Os indivíduos com fragmentação metafisária medial apresentaram uma chance de reoperação 4,145 vezes maior que a daqueles indivíduos que não apresentavam essa condição. Conclusão: O presente estudo identificou que não houve relevância estatística na associação entre classificação da fratura e risco de reoperação. Entretanto, a fragmentação metafisária medial é fator relevante no desfecho e deve receber atenção do ortopedista no seu planejamento cirúrgico.

Abstract

Assunto

Fraturas Femorais Distais, Reoperação, Fraturas do Fêmur, Fatores de Risco, Fixação Interna de Fraturas, Fixação Intramedular de Fraturas

Palavras-chave

Fraturas femorais distais, Reoperação, Fraturas do fêmur, Fatores de risco, Fixação interna de fraturas, Fixação intramedular de fraturas

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