Glicocorticoides sintéticos e gestação: efeitos in e ex útero
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Luciene Bruno Vieira
Verônica Muller de Oliveira Nascimento
Verônica Muller de Oliveira Nascimento
Resumo
Estimativas globais indicam que, anualmente, mais de 15 milhões de bebês
nascem em decorrência de parto prematuro (PPM), o que compreende em torno de 5
a 18% de todos os nascimentos mundiais. Má adaptação materna as mudanças
psicossomáticas e sociais, assim como uma maior chance a infecções do trato
geniturinário durante a gestação, podem levar à maior incidência de PPM. O uso de
glicocorticoides (GC) durante a gestação vem crescendo cada vez mais para
aumentar a taxa de sobrevivência neonatal em gestações com alto risco de PPM, mas
também para aumentar a chance de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida
e para prevenir a virilização de fetos femininos com hiperplasia adrenal congênita
(HAC). Assim sendo, o objetivo deste estudo foi descrever quais são as terapias de
GC gestacionais mais utilizadas no Brasil e no mundo e quais são os efeitos
terapêuticos e indesejáveis do uso de sGC gestacionais para o feto e para a gestação.
Para tal, uma revisão bibliográfica através de buscas de artigos a partir de descritores
DeCS/MeSH em alguns bancos de dados (PubMed, Google Scholar, entre outros)
foram realizados. O estudo analisou o uso de GC durante a gravidez, destacando sua
importância para melhorar a sobrevivência neonatal em gestações de alto risco de
PPM e em outras situações clínicas. Contudo, é vista a necessidade de uma avaliação
criteriosa antes de iniciar a terapia com GC, incluindo a verificação do diagnóstico da
doença, a gravidade da condição, a exclusão de infecções e a avaliação de riscos
como diabetes e hipertensão. Os GC são benéficos para a maturação pulmonar fetal,
reduzindo o risco de problemas respiratórios em prematuros. Porém, os efeitos
colaterais menos conhecidos da terapia com sGC in útero podem incluir problemas
neurocomportamentais, endócrinos ou metabólicos, que podem surgir mais tarde na
vida. Os benefícios imediatos dos GC devem ser balanceados com os possíveis riscos
a longo prazo para o desenvolvimento da criança. É de grande importância a
confecção de pesquisas longitudinais para entender completamente os impactos da
terapia antenatal com GC e desenvolver estratégias para minimizar efeitos adversos,
visando otimizar o tratamento para melhores resultados para a mãe e para o bebê.
Abstract
Global estimates indicate that annually more than 15 million babies are born
because of preterm birth (PTB), accounting for about 5 to 18% of all global births. Poor
maternal adaptation to psychosomatic and social changes, as well as an increased
likelihood of genitourinary tract infections during pregnancy, can lead to a higher
incidence of PTB. The use of glucocorticoids (GC) during pregnancy is increasingly
growing to enhance neonatal survival rates in pregnancies at high risk of PTB, but also
to increase the success rate of assisted reproduction treatments and to prevent
virilization of female fetuses with congenital adrenal hyperplasia (CAH). Therefore, the
aim of this study was to describe the most used gestational GC therapies in Brazil and
around the world, and the therapeutic and undesirable effects of gestational synthetic
GC (sGC) use, for fetus and pregnancy. For this purpose, a systemic review was
conducted by searching for articles using DeCS/MeSH descriptors in several
databases (PubMed, Google Scholar, among others). The study analyzed the use of
GC during pregnancy, highlighting their importance in improving neonatal survival in
pregnancies at high risk of PTB and in other clinical situations. However, the need for
a careful evaluation before starting GC therapy is noted, including confirming the
diagnosis of the underlying disease, the severity of the condition, ruling out infections,
and assessing risks such as diabetes and hypertension. GC are beneficial for fetal lung
maturation, reducing the risk of respiratory problems in preterm infants. However, the
lesser-known side effects of in útero sGC therapy may include neurobehavioral,
endocrine, or metabolic problems that may emerge later in life. The immediate benefits
of GCs must be balanced against the potential long-term risks to child development. It
is of great importance to conduct longitudinal research to fully understand the impacts
of antenatal GC therapy and develop strategies to minimize adverse effects, aiming to
optimize treatment for the best outcomes for the mother and the baby.
Assunto
Farmacologia, Gravidez, Feto, Glucocorticoides, Efeitos Colaterais e Reações Adversas a Medicamentos, Trabalho de Parto Prematuro
Palavras-chave
Gestação, Feto, Glicocorticoide, Efeitos adversos, Parto prematuro
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