Por uma teoria do formato: Reflexões sobre o jornal como sujeito semiótico
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Carlos Magno Camargos Mendonca
Cesar Geraldo Guimaraes
Ronaldo Cesar Henn
Kati Eliana Caetano
Cesar Geraldo Guimaraes
Ronaldo Cesar Henn
Kati Eliana Caetano
Resumo
Neste trabalho, propõe-se uma reflexão sobre o formato jornalístico com base na semiótica do discurso em ato, de orientação greimasiana. Concentra-se sobre o modo de ser do jornal impresso, com vistas a demonstrar que o sentido, no âmbito de sua recepção, constrói-se por meio da experiência do formato, tomado como devir. Procura-se demonstrar que embora o jornal seja um conjunto significante portador de sentido, este não é atributo imanente à sua materialidade verbo-visual, mas é organizado no formato pela percepção do leitor, que o experimenta como presença afetiva, discurso vivo, puro devir. Conclui-se que, embora condicionado a condutas leitoras culturalmente sedimentadas e aos simulacros que o jornal constrói dia a dia em suas páginas, o leitor o experimenta, a cada leitura, como um acontecer, sempre singular, marcado por uma espécie de oscilação entre a aparência informativa, atravessada por referencialidades e particularidades, e o aparecer da informação, a estesia, que expressa o sentido do devir de todas as coisas, momento em que a materialidade sensível jornal apresenta-se à instância leitora de uma forma outra, proprioceptiva. Esta forma é o corpo próprio que integra, no formato jornalístico, a dimensão passional à dimensão cognitiva, transformando presença sensível em informação, em conhecimento jornalístico.
Abstract
Assunto
Sinestesia, Comunicação de massa, Jornais, Jornalismo, Folha de S Paulo (Jornal)
Palavras-chave
Sinestesia, Jornal impresso, Jornalismo, Discurso em ato