“É muito cruel essa questão da invisibilidade de tudo que é da gente, da gente não se sentir parte do processo”: lutas e memórias de percursos formativos de mulheres do quilombo rio das rãs

dc.creatorLuana Fernandes de Oliveira
dc.date.accessioned2025-09-05T15:09:20Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:49:41Z
dc.date.available2025-09-05T15:09:20Z
dc.date.issued2023-10-27
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84928
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherMulheres quilombolas
dc.subject.otherPercursos formativos
dc.subject.otherMemórias
dc.subject.otherLutas e conquistas
dc.subject.otherQuilombo Rio das Rãs
dc.title“É muito cruel essa questão da invisibilidade de tudo que é da gente, da gente não se sentir parte do processo”: lutas e memórias de percursos formativos de mulheres do quilombo rio das rãs
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Vanessa Sena Tomaz
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6635454822711491
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3340932114156907
local.description.resumoOs saberes (e próprio ser) dos povos remanescentes de quilombos foram, e são, parte da educação e da sociedade vigente em nosso país. No entanto, a invisibilização desses saberes é uma das marcas de uma colonização europeia que ainda opera por meio de colonialidades que negam e excluem tudo aquilo que é diferente. Deste modo, esta pesquisa teve como objetivo compreender, por meio do discurso de mulheres da Comunidade Remanescentes de Quilombo Rio das Rãs, seus percursos formativos e os tensionamentos vividos por elas ao longo dos processos formativos aos quais participaram. O material de pesquisa é composto por áudios, textos escritos e fotografias que compõem narrativas escritas de cinco mulheres quilombolas que atuam como professoras na escola da comunidade e uma licencianda em Pedagogia, construídas a partir das entrevistas e de uma Roda de memórias envolvendo as mulheres. Esse material foi organizado de modo a reconstruir as trajetórias de vida e escolares dessas mulheres que pontuaram as dificuldades que passaram na escola, a luta do quilombo para homologação da terra e a invisibilização dos seus corpos e saberes tradicionais durante o período que estiveram na escola. A análise, que é aprofundada à luz dos estudos decoloniais (Quijano, 2005; Walsh, 2017; 2018), mostra que ao acessar suas memórias, essas mulheres trazem à tona as lutas das populações negras que perpassam toda a história dessas pessoas e de seus antecedentes, para o reconhecimento de sua existência e de suas contribuições para a construção do Brasil. Da mesma forma, os discursos dessas mulheres mostram como a escola contribuiu para invisibilizar e apagar os saberes e seres advindos da cultura quilombola, inclusive os saberes reconhecidos como matemáticos. Mostram ainda como enfrentaram as dificuldades na escola, a partir do reconhecimento de sua identidade enquanto mulheres negras/quilombolas, que lhes deram empoderamento para avançarem na formação acadêmica e atuarem como professoras em sua comunidade. Enquanto professoras quilombolas, elas buscam promover uma educação voltada para a resistência à colonização dos corpos e das mentes, para que seus alunos tenham a identidade fortalecida e possam enfrentar os problemas, caso precisem sair da comunidade. Conclui-se a importância de pesquisas que resgatam as histórias das populações quilombolas, contadas do ponto de vista delas, sobretudo, das mulheres, para a promoção de uma Educação Quilombola que seja alicerçada nos seres e saberes tradicionais desses povos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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