A chegada no campo de pesquisa: entre os bem-vindos e os desafios para anunciar as experiências das infâncias
| dc.creator | Túlio Campos | |
| dc.creator | Aline Regina Gomes | |
| dc.date.accessioned | 2022-05-27T22:26:17Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T01:17:15Z | |
| dc.date.available | 2022-05-27T22:26:17Z | |
| dc.date.issued | 2017 | |
| dc.format.mimetype | ||
| dc.identifier.issn | 2594-5149 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/42066 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.relation.ispartof | Congresso de Estudos da Infância: Diálogos Contemporâneos | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Educação infantil | |
| dc.subject | Ensino fundamental | |
| dc.subject | Espaços públicos | |
| dc.subject.other | Infâncias | |
| dc.subject.other | Experiências | |
| dc.subject.other | Pesquisa | |
| dc.subject.other | Educação | |
| dc.title | A chegada no campo de pesquisa: entre os bem-vindos e os desafios para anunciar as experiências das infâncias | |
| dc.type | Artigo de evento | |
| local.citation.epage | 242 | |
| local.citation.issue | 1 | |
| local.citation.spage | 235 | |
| local.description.resumo | Discussões e achados a partir dos clássicos autores advindos da Sociologia da Infância (Prout, com o seu conceito de “agência”, Corsaro sobre a “reprodução interpretativa”, Qvortrup com a “categoria estrutural” e Sarmento, sobre as “culturas infantis”) vem fomentando o uso da “etnografia” ou “perspectivas etnográficas” como métodos das pesquisas com crianças. Tais possibilidades metodológicas se mostram relevantes para as pesquisas no campo interdisciplinar dos Estudos da Infância. No entanto, o processo de chegada ou entrada no campo parece ser pouco discutido nos textos de metodologia de pesquisa ou mesmo nos estudos empíricos. O objetivo deste trabalho é discutir a experiência de se chegar ao campo de nossas pesquisas com crianças. Trata-se de duas pesquisas nível doutorado, com objetivos bem distintos e que se encontram na fase final do processo de chegada no campo. Ambas são de natureza qualitativa, utilizam como metodologia de pesquisa a perspectiva etnográfica e possuem dispositivos metodológicos muito semelhantes: observação participante, registro em diário de campo com posterior expansão de notas, registros em mídia (fotos, áudios e vídeos) e utilização de desenhos das crianças. Com o mesmo rigor metodológico, tratamos as conversas (ditas) informais como fontes férteis na rotina das pesquisas. As duas pesquisas são realizadas em escolas distintas que pertencem à Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte: uma Unidade Municipal de Educação Infantil e uma Escola Municipal de Ensino Fundamental. Em uma das pesquisas, o objetivo é entender os usos e as apropriações da cidade pelas crianças (5 anos) que circulam por ela no tempo/espaço institucional da Educação Infantil; enquanto que na outra, o objetivo é entender as práticas de cuidado com as crianças recém-chegadas ao Ensino Fundamental de tempo integral (6 anos). Inicialmente cabe destacar que entrar na vida de outras pessoas representa a possibilidade de se tornar um “intruso”, portanto faz-se necessário obter “permissão”, que vai além da que é dada sob as formas de consentimento habituais. Nesse sentido, a entrada inicial e sua permanência no campo foram negociadas com as crianças e com os adultos das escolas, mas percebemos que tal entrada é, de fato, rotineira. Afinal, a escola se faz dia após dia e precisamos estar atentos como ela se encontra naquele dia que a visitamos, respeitando que ambos, crianças e adultos, podem estar em um dia menos ou mais favorável para observarmos nossos objetos de pesquisa. Uma vez bem vindos, os desafios, as tensões, os anseios e as sensações foram se constituindo para nós pesquisadores. Elencamos três categorias para discuti-los, mas que se encontram imbricadas, sendo uma maneira apenas de organizar tais achados até o momento: 1) tensões e sentimentos dos pesquisadores; 2) a relação com os adultos; 3) a relação com as crianças. No primeiro, a alegria de iniciar o campo se sentindo no lugar certo, mas também incertezas, insegurança com algumas situações e cansaço. Já no segundo tópico, destacamos o acolhimento em ambas as escolas, o diálogo constante e a frequente indicação de que éramos “mais um adulto ali”, mas também o sentimento de invisibilidade em certos momentos, talvez pelo ritmo acelerado da escola. Quanto ao terceiro, a ansiedade de conhecer as crianças se materializou rapidamente em uma aproximação positiva e divertida, com a cautela de não nos posicionarmos nesta relação somente (pois em certos momentos, precisamos intervir) na figura disciplinar do adulto. Espera-se que, com as discussões apontadas, possamos contribuir com os estudos que tem como foco as experiências das crianças e de seus pares na escola, que são anunciadas na relação com os adultos, sejam eles os responsáveis, pais, pesquisadores, professores, coordenadores, funcionários e direção. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | CP - CENTRO PEDAGOGICO - 1o.GRAU | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.url.externa | https://ed7178e9-e07a-4aa1-ae14-943c8bef7bb0.filesusr.com/ugd/11e5f9_128aa6da86544d6ba077db2e5d4e3663.pdf |
Arquivos
Pacote original
1 - 1 de 1
Carregando...
- Nome:
- A chegada no campo de pesquisa_entre os bem-vindos e os desafios para anunciar as experiências das infâncias.pdf
- Tamanho:
- 166.24 KB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
Licença do pacote
1 - 1 de 1