Prematuridade extrema em uma unidade pública de referência: morbidade, viabilidade e mortalidade
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Extreme prematurity in a public reference unit: morbidity, viability and mortality
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Resumo
O nascimento prematuro é um problema de saúde pública, pela elevada mortalidade e pelo risco de deficiências
graves ao longo da vida. O objetivo foi avaliar a morbidade e a mortalidade numa maternidade de alto risco e
conhecer o limiar de viabilidade. A amostra foi selecionada em quatro estágios: identificação, seleção, estratificação
dos prematuros por idade gestacional e peso de nascimento e preenchimento de formulário estruturado. Foram
avaliados neonatos até 31 semanas que tiveram desfecho óbito, no período de agosto de 2015 a agosto de 2020,
através de levantamento retrospectivo, baseado na análise descritiva de variáveis relacionadas à gestação, ao parto e
ao recém-nascido. Foram descritos percentuais absolutos e relativos para as variáveis categóricas e cálculo de média,
mediana e desvio-padrão, valor mínimo e máximo para as quantitativas contínuas. A maioria dos neonatos tinha baixa
idade gestacional (56,3%), extremo baixo peso (39,8%) e sofreu asfixia (38,7%). As principais morbidades foram a
síndrome do desconforto respiratório (100%) e a sepse (40,6%). O óbito atingiu 55,9% dos prematuros extremos. A
mortalidade variou de 26% com 31 semanas a 100% com 22 semanas, a maioria (56,3%) entre 22 e 27 semanas. Dos
266 óbitos, 25 (9,3%) ocorreram na sala de parto e 237 (89%), na unidade neonatal. O índice de mortalidade precoce
foi de 0,77 óbitos por 1.000 nascidos-vivos e o tardio, de 0,22 óbitos por 1.000 nascidos-vivos. O limite de viabilidade
encontrado foi de 28 semanas. O óbito, além das características fetais, sofreu a influência de uma série de fatores
passíveis de intervenção.
Abstract
Premature birth is a public health problem due to the high mortality rate associated and risk of severe disabilities
throughout life. The objective was to evaluate the morbidity and mortality in a high-risk maternity hospital and
knowing the threshold of viability. The sample was selected in four stages: identification, selection, stratification of
preterm infants by gestational age and birth weight, and structured data collection. Neonates up to 31 weeks of gestational age who had a death outcome were evaluated from August 2015 to August 2020 through a retrospective
survey based on the descriptive analysis of variables related to pregnancy, childbirth, and the newborn. Absolute and
relative percentages were described for the categorical variables and calculated mean, median and standard deviation,
minimum and maximum value for continuous quantitative variables. Most newborns had a small gestational age
(56.3%), extremely low birth weight (39.8%), and presented with asphyxia (38.7%). The main morbidities were
respiratory distress syndrome (100%) and sepsis (40.6%). The overall mortality rate was 55.9% from 26% at 31
weeks to 100% at 22 weeks; most deaths (56.3%) occurred between 22 and 27 weeks. Of the 266 deaths, 25 (9.3%)
still occurred in the delivery room and 237 (89%) in the neonatal unit. The early mortality rate was 0.77 deaths per
1,000 live births, and the late mortality rate was 0.22 deaths per 1,000 live births. Viability’s limit found was 28
weeks. Death, in addition to fetal characteristics, was influenced by a series of modifiable risk factors.
Assunto
Recém-Nascido Prematuro, Morbidade, Mortalidade
Palavras-chave
Recém-Nascido Prematuro, Morbidade, Mortalidade, Viabilidade Fetal