Fronteiras de Literatura e História: a escrita de Sérgio Buarque de Holanda em Caminhos e fronteiras
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Myriam Correa de Araujo Avila
Silvana Maria Pessoa de Oliveira
Candice Vidal e Souza
Valter Sinder
Silvana Maria Pessoa de Oliveira
Candice Vidal e Souza
Valter Sinder
Resumo
Esta tese analisa a escrita Sérgio Buarque de Holanda em Caminhos e fronteiras a partir do pressuposto de que as escritas históricas sempre se valem de recursos literários. O trabalho discute primeiramente as fronteiras entre a história e a literatura, pontua questões epistemológicas atuais desse debate e analisa a construção do discurso histórico ao longo dos séculos XIX e XX. Na análise de Caminhos e fronteiras, busca demonstrar seu débito para com as discussões sobre as bandeiras paulistas e seu caráter tenso ao tentar desenvolver-se no horizonte da construção nacional, tomando as culturas envolvidas nesse processo como equivalentes (para isso, Sérgio Buarque de Holanda apóia-se na teoria da fronteira de Frederick Turner). Essa tensão se revela num texto alongado, saturado de informações, que disseca a ocupação num procedimento similar ao anatômico, o qual, sugerimos, filia-se à sátira menipéia, tal como a definem Mikhail Bakthin e Northrop Frye. Considerando a tomada do território paulista como metonímia da produção da nação, esta tese ressalta o caráter autocontestatório de Caminhos e fronteiras, bem como sua conotação irônica, no sentido proposto por Hayden White e Richard Rorty.
Abstract
Assunto
Literatura e história, Holanda, Sérgio Buarque de, 1902-1982 Caminhos e fronteiras Critica e interpretação, São Paulo (Estado) História, Brasil História Período colonial 1500-1822
Palavras-chave
Sérgio Buarque de Holanda, fronteria, História/literatura