A matemática da desigualdade, a (in)sustentabilidade da cidade - análise da qualidade de vida urbana do município de Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

Este trabalho se propõe a discutir o conceito de sustentabilidade urbana e qualidade de vida urbana, tomando como parâmetro a metodologia desenvolvida para o município de Belo Horizonte, o Índice de Qualidade de Vida Urbana, IQVU-BH. Reconhecendo a importância da residência adequada para a qualidade de vida, será feito um mapeamento dos aglomerados que possuem moradias em situação de risco alto e muito alto, nas unidades administrativas do município, denotando a existência da desigualdade socio-espacial da ocupação do território. A análise dos dados da qualidade da avaliação das residências e dos números médios finais dos índices demonstrou discrepâncias entre a oferta e a demanda de residência adequada, em cada unidade administrativa. Finalmente, será feita uma proposta de criação de uma taxa de penalização do índice de qualidade, a ser aplicada nas unidades onde for detectada a desigualdade, representada pela proporção do número de imóveis inadequados e a população residente nos mesmos. As considerações finais reconhecem a dificuldade em formular indicadores que reflitam a realidade dos extremos. No entanto, em favor de uma cidade mais justa e sustentável, é preciso diminuir a distância que existe entre os extremos do município, garantindo o direito primordial de moradia adequada para toda a sociedade.

Abstract

Assunto

Planejamento urbano Belo Horizonte (MG), Qualidade de vida, Cidades e vilas, Desenvolvimento sustentável

Palavras-chave

Qualidade de Vida Urbana, Moradia Popular, Desigualdade, Sustentabilidade

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