Documentos curriculares em contexto de avanço reacionário: os silêncios das histórias das mulheres e as relações de gênero no ensino médio brasileiro
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Maria Carolina da Silva Caldeira
Teodoro Adriano Costa Zanardi
Teodoro Adriano Costa Zanardi
Resumo
Esta dissertação apresenta os resultados da pesquisa de mestrado que analisou os documentos
curriculares oficiais do Ensino Médio, no que dizem respeito à história das mulheres e as
relações de gênero. Tem como abordagem teórica o diálogo entre os estudos sobre as relações
de gênero desenvolvidos por Joan Scott (1995; 2011) e o campo de pesquisa da história das
mulheres de Michelle Perrot (2017a; 2017b; 2005) e Gerda Lerner(2019). Utilizou-se o aporte
foucaultiano para compreender as relações de poder em jogo na produção de sujeitas
(FOUCAULT, 2003, 2005, 2007). Partiu-se do pressuposto de que os currículos do Ensino
Médio são provenientes de uma seleção cultural, constituindo parte importante do ensino no
Brasil. A pesquisa fundamentou-se na teoria curricular pós-crítica de Tomaz Tadeu da Silva
(2011), por meio da vertente pós-estruturalista do currículo, focalizando as relações de gênero
nele inseridas. Nessa direção, o objetivo geral desta pesquisa foi compreender como os
documentos curriculares oficiais do Ensino Médio abordam a história das mulheres e as
relações de gênero. Para tanto, utilizaram-se os procedimentos metodológicos da pesquisa de
análise documental qualitativa, em virtude da historicidade do fenômeno educativo
(CORSETTI, 2006). Com isso, o argumento geral da dissertação é que os documentos
curriculares oficiais do Ensino Médio, aprovados em contexto de avanço reacionário da extrema
direita no Brasil pós-golpe, mais especificamente a Base Nacional Comum Curricular do
Ensino Médio (BNCCEM) e as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM),
excluem as histórias das mulheres e negligenciam as questões de gênero. Juntamente com a
Reforma do Ensino Médio, esses currículos limitam as chances da juventude brasileira ter
acesso a conhecimentos escolares que subsidiem a luta pela construção de um mundo mais
justo.
Abstract
Assunto
Mulheres - Ensino médio, Discriminação de sexo na educação, Segregação na educação, Relações de gênero, Currículos - Brasil, Política educacional, Mulheres - Educação, Autoritarismo - Brasil, Mulheres - História, Política e educação - Brasil
Palavras-chave
História das mulheres, Gênero, Currículo oficial, Movimentos reacionários, Ensino médio