Acesso ao serviço odontológico em área de elevado risco do Centro de Saúde Salgado Filho

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Universidade Federal de Minas Gerais

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O acesso e o acolhimento são importantes etapas do processo de trabalho, que geram incremento da capacidade operacional no serviço odontológico, ampliando as respostas às necessidades da população, principalmente a de elevado risco. Este estudo teve por objetivo ampliar o acesso em atendimento odontológico aos usuários de risco elevado da área de abrangência do Centro de Saúde Salgado Filho (CSSF), buscando conhecer os fatores que interferem na utilização do serviço. A amostra foi obtida por 80 moradores da Vila Ambrosina, região de abrangência da equipe 1 do CSSF, no período de maio a julho de 2009. Os usuários que concordaram em participar da pesquisa assinaram um Termo de consentimento livre e esclarecido. Para levantamento de dados foi aplicado questionário que continha 23 perguntas, sendo 4 perguntas para conhecer o perfil sócio-demográfico desta população, 9 perguntas para conhecer o acesso ao serviço de saúde bucal, 4 perguntas sobre auto-percepção quanto à sua saúde bucal e 6 perguntas sobre avaliação do tratamento recebido. As informações coletadas foram armazenadas e organizadas em banco de dados utilizando-se aplicativo Excel, versão 2009. Observou-se que a maioria da população-base de estudo foi de mulheres (70%) na faixa etária entre 45-64 anos (35%). Em relação à dimensão acesso ao serviço de saúde bucal, apesar de tratar-se de área de elevado risco, 95% dos entrevistados já foi ao dentista, sendo que 41,3% destes há menos de um ano. Dos tratamentos odontológicos realizados, 40% se deram em consultório particular e 50% em serviço público. Os principais motivos observados relativos à procura por atendimento foram: extração dental, limpeza dos dentes/ tártaro e cárie. Em relação ao uso do serviço odontológico, 60% dos entrevistados ainda não receberam tratamento nesta unidade. Dos 40% que utilizaram o serviço, 90,6% dizem ter sido bem atendidos. Apenas 36,3% dos pacientes que tiveram alta do tratamento foram chamados para alguma consulta de retorno. A maioria dos entrevistados (82,5%) recebeu informações sobre saúde bucal através dos dentistas (59,1%) e da escola (36,4%). Em relação à auto-percepção dos usuários, 41,3% dos participantes considera boa sua saúde bucal. Quanto à avaliação do acesso ao serviço odontológico, 67,5% dos entrevistados relatam não achar fácil marcar consulta odontológica no CSSF, relatando ainda insatisfação em passar pelo acolhimento. Este estudo forneceu importantes achados e aponta para a necessidade de informação aos usuários do CSSF em relação a fluxos e protocolos de acolhimento e acesso, para a implantação de atividades preventivas e educativas, além de priorizar o atendimento odontológico aos usuários de elevado risco.

Abstract

Assunto

Acesso aos serviços de saúde, Acolhimento, Serviço de saúde bucal, Avaliação de serviços de saúde

Palavras-chave

Acesso, Acolhimento, Serviço odontológico

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