Efeitos do Lactococcus lactis produtor de HSP65 na medula espinhal de camundongos com encefalomielite autoimune experimental

dc.creatorMauro Andrade de Freitas Guimarães
dc.date.accessioned2024-02-19T16:50:46Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:18:14Z
dc.date.available2024-02-19T16:50:46Z
dc.date.issued2013-02-05
dc.description.abstractMultiple sclerosis is an autoimmune disease associated with a dysfunctional operation of the immune system of an individual. This is usually mediated by genetic factors and influenced by environmental, and leads to destruction of target cells of the central nervous system by inflammatory cells. Multiple sclerosis is studied by a model called experimental autoimmune encephalomyelitis (EAE) in which an immunization with antigens derived from the myelin sheath induces a specific immune response inducing disease manifestations similar to those in humans. Using the strategy of oral tolerance induced by the continuous intake of a specific antigen protein in low doses, and the immunomodulatory properties of heat shock proteins, we conducted a study to better understand the effect of the continuous feeding of HSP65-producing Lactococcus lactis in preventing EAE. In previous studies, our group has confirmed the efficacy of this modulatory mechanism and studied various immunological parameters in secondary lymphoid organs. Herein, we focused the analysis in the events taking place at the spinal cord and in cell migration. After 5 days of oral treatment with either HSP65-producing L.lactis (HSP65+EAE) or water only as a control (water + EAE), C57BL / 6 mice were immunized with MOG and CFA for disease induction. On days 4, 10 and 14 after immunization, animals were killed. We observed a decreased in inflammatory infiltrated and injured areas on spinal cord 14 days after the immunization (time point of the highest clinical score of EAE) only in HSP65 + EAE group. A study of regulatory CD4+ T lymphocytes showed that, at this time point, a higher frequency of Foxp3- LAP+ cells occurs in HSP65 + EAE group. This result indicates a greater importance of this cellular phenotype in preventing EAE. Regarding the parameters related to cell migration studied in the 4th day after EAE induction, we studied the chemokines receptors CCR6 and CXCR3, which contribute to the induction and suppression of disease, respectively. They were analyzed in the spleen, mesenteric and inguinal lymph nodes. In general, we observed a reduced frequency of effector cells expressing CCR6 and an increased frequency of T cells expressing CXCR3 in HSP65 + EAE group. We also evaluate, on the 14th day, the integrins α4β1 and αLβ2, both important for disease induction. We observed a reduction in the XVIII frequency of CD4+ effector T lymphocytes expressing α4β1 in spleen. Analysis of these results suggests that ingestion of L.lactis producing of HSP65 leads to many effects in the spinal cord of mice, which may be involved in the prevention of EAE. Although this work cannot define the mechanism of HSP65 effect yet, the possibilities presented are plausible and should be further studied.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/64228
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBioquímica e Imunologia
dc.subjectEsclerose Múltipla
dc.subjectMovimento Celular
dc.subjectLinfócitos T Reguladores
dc.subjectQuimiocinas
dc.subjectIntegrinas
dc.subject.otheresclerose múltipla
dc.subject.othertolerância oral
dc.subject.otherHSP65
dc.subject.othermigração celular
dc.subject.othercélulas T reguladoras
dc.subject.otherquimiocinas
dc.subject.otherintegrinas
dc.titleEfeitos do Lactococcus lactis produtor de HSP65 na medula espinhal de camundongos com encefalomielite autoimune experimental
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Rafael Machado Rezende
local.contributor.advisor-co1http://lattes.cnpq.br/7260093223694193
local.contributor.advisor1Ana Maria Caetano de Faria
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2268635568464108
local.contributor.referee1Cláudia Rocha Carvalho
local.contributor.referee1Helton da Costa Santiago
local.contributor.referee1Ana Maria Caetano de Faria
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0104230117686704
local.description.resumoA esclerose múltipla é uma doença autoimune em que a operação desregulada no sistema imune do indivíduo, normalmente mediada por fatores genéticos e influenciada pelo meio ambiente, faz com que as células do sistema nervoso central sejam alvo de destruição por células inflamatórias. A esclerose múltipla é estudada por um modelo chamado de encefalomielite autoimune experimental (EAE), no qual a imunização com antígenos presentes na bainha de mielina induz uma resposta imune específica e causa assim manifestações semelhantes às da doença em humanos. Utilizando conceitos da tolerância oral, que preconiza que a ingestão contínua e em baixas doses de um determinado antígeno protéico resulta em tolerância imunológica, e das propriedades imunomodulatórias das proteínas de choque térmico (HSPs), realizamos um estudo para entendermos melhor a ação da administração oral da bactéria Lactococcus lactis produtor de HSP65 na prevenção da EAE. Em estudos anteriores, nosso grupo comprovou a eficiência desse mecanismo preventivo e estudou diversos parâmetros nos órgãos linfóides secundários. Neste trabalho, focamos as análises na medula espinhal e migração celular. Após 5 dias de tratamento oral por L.lactis produtor de HSP65 (grupo HSP65+EAE) ou apenas água para controle (água+EAE), camundongos C57BL/6 foram imunizados com MOG juntamente com CFA para a indução da doença. Nos dias 4, 10 e 14 após a imunização, os animais foram sacrificados. Observamos que, no 14º dia (período em que o índice clínico do grupo água+EAE fica mais alto), houve redução do infiltrado inflamatório e das áreas de lesão na medula espinhal apenas dos animais do grupo HSP65+EAE. Um estudo dos linfócitos reguladores T CD4+ demonstrou que, neste mesmo momento, uma maior freqüência das células Foxp3- LAP+ ocorre no grupo HSP65+EAE. Esse resultado aponta para uma maior importância desse fenótipo celular na prevenção da EAE. Quanto aos parâmetros relativos à migração celular, estudamos, no 4º dia da indução da EAE, os receptores de quimiocinas CCR6 e CXCR3, que contribuem, respectivamente, para a indução e supressão da doença. Eles foram analisados no baço e linfonodos mesentérico e inguinal. Observamos, em linhas gerais, uma redução da freqüência das células efetoras expressando CCR6 e aumento da freqüência XVI das que expressam CXCR3, no grupo HSP65+EAE. Foram analisadas também, no 14º dia, as integrinas α4β1 e αLβ2, ambas importantes para o desencadeamento da doença. Observamos uma redução da freqüência de linfócitos T CD4+ efetores expressando α4β1 no baço. A análise desses resultados demonstra muitos efeitos resultantes da ingestão do L.lactis produtor de HSP65, na medula espinhal de camundongos, que podem estar envolvidos com a prevenção da EAE. Embora com este trabalho ainda não se possa definir o mecanismo, as possibilidades apresentadas são plausíveis e devem ser mais estudas
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia

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