Uma fotografia do lazer e da EJA no sistema prisional: Diálogos com a educação social

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Heli Sabino de Oliveira
Elenice Maria Cammarosano Onofre
Walter Ernesto Ude Marques

Resumo

Nesta pesquisa bibliográfica, analisou-se a oferta do lazer como prática educativa na educação de jovens e adultos (EJA), a partir dos trabalhos acadêmicos que investigam os espaços prisionais tradicionais e Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) em Belo Horizonte e Região Metropolitana. A metodologia utilizada consistiu na revisão das publicações de trabalhos acadêmicos, documentos e informações oficiais do governo de Minas Gerais, durante o período de 2013 a 2023. Para compreender o lazer enquanto prática educativa social difundida na EJA ofertada nas unidades prisionais, foram traçados objetivos específicos: descrever as práticas sociais culturais de lazer ofertadas nos espaços prisionais de Belo Horizonte e RMBH; analisar as ações educativas ofertadas pela EJA nos presídios tradicionais e nas APACs de Belo Horizonte e RMBH pelo viés da educação social e educação libertadora; e investigar o lazer como prática social ofertada nas unidades prisionais. Para os estudos sobre o lazer, adotou-se a concepção do lazer como necessidade humana e dimensão da cultura e outros conceitos do lazer, sobretudo ao que leva a compreensão do duplo aspecto educativo: educação para e pelo lazer, estando o lazer apresentado como veículo e objeto da educação, respectivamente. Para a análise dos dados encontrados nos trabalhos acadêmicos selecionados foi feita a sistematização em duas categorias: a educação de jovens e adultos (EJA) pela perspectiva da educação social e libertadora, e o lazer como prática educativa social. Em relação ao embasamento teórico, utilizou-se a Pedagogia Social como teoria que sustenta a práxis da educação social, pelos autores Caliman (2009), Petrus (1997), Gohn (1999), Graciani (2016). Para uma educação emancipadora e libertadora, tem-se na figura de Freire (1967, 1980,1981, 1987, 2001, 2010) em várias de suas obras, a referência para a educação humanizadora e crítica, como também em Miguel Arroyo (2007a, 2007b, 2011). Os resultados apontados indicam que embora sejam destacadas atividades de cunho educativo social por meio das práticas culturais ofertadas pelo poder público ou por projetos sociais nas unidades da gestão tradicional e APAC em Belo Horizonte e RMBH, ainda se faz necessário alargar o olhar para a oferta das atividades culturais e lazer como processo educativo e direito aos sujeitos em privação de liberdade, em contraponto a ideia reducionista do lazer como alternativa ao ócio, instrumento de combate às tensões e controle prisional.

Abstract

Assunto

Educação, Educação - Aspectos sociais, Lazer e educação, Prisioneiros - Educação, Lazer - Aspectos sociais, $a Universidade Federal de Minas Gerais. - Faculdade de Educação.

Palavras-chave

EJA, Educação social, Lazer, Prática educativa, Sistema prisional

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