Aversão e preferência ao sabor: mecanismos de proteção e dessensibilização na alergia alimentar ao amendoim

dc.creatorMarcos Felipe Andrade de Oliveira
dc.date.accessioned2025-12-05T15:20:14Z
dc.date.issued2025-08-20
dc.description.abstractAversion to the allergenic food expresses an anxiety-like behavior, through which contact with the antigen is avoided to avoid the consequences of the allergic immune response. This phenomenon begins with the binding of the antigen to IgE-bound mast cells, which degranulate and release leukotrienes capable of inducing the production of GDF-15, a cytokine that indirectly activates the central nucleus of amygdala in the brain. Aversion is well described in the experimental model of allergy to ovalbumin (OVA), but it is still unclear whether this phenomenon occurs in other food allergies. Considering the clinical and epidemiological importance of peanut allergy, this study aimed to investigate food aversion in an experimental model of peanut allergy, as well as the immunological consequences of different levels of aversion in sensitized mice. In a preference test immediately after being sensitized with peanut protein extract (PPE), BALB/c and C57BL/6 mice preferred to ingest 3% whole peanut extract (3% WPE) than water, despite mast cell activation. However, after being challenged exclusively with 3% ETA for fourteen days, BALB/c, but not C57BL/6 mice, began to show aversion to 3% ETA in a preference test. This aversion coincided with higher serum levels of total IgE, anti-EPA IgE, MCPT-1, and GDF-15, as well as greater activation of the central nucleus of the amygdala. The aversion was reversed by increasing the ETA concentration from 3% to 10%, demonstrating that, in this context, aversion can be malleable due to an increase in the hedonic value of the antigenic solution. Based on these data, we tested the hypothesis that, in a context of low aversion, there is chronic exposure to the antigen that leads to a desensitization process. BALB/c mice were sensitized with OVA or Ara h 1, a major peanut allergen. During three weeks of oral challenge, half of the animals in each group could choose between drinking water or the antigenic solution: 20% egg white solution with 8% sucrose (20% SCO) or 10% ETA, respectively. The other half only had the option of drinking the antigenic solution. In the egg allergy group, when water was available, the sensitized mice rejected the 20% SCO and were therefore protected from inflammation. However, unlike the other group, the mice did not show a decrease in anti-OVA IgE production (desensitization) and had a more severe cutaneous anaphylactic reaction when challenged. On the other hand, the presence of water did not prevent the mice sensitized to Ara h 1 from ingesting the solution containing 10% ETA, despite the inflammation. Ultimately, both groups showed a decrease in anti-Ara h 1 IgE production. However, only the group that ingested exclusively ETA 10% presented a mild cutaneous anaphylactic reaction when challenged. Thus, mice sensitized to peanut antigens exhibit a malleable aversion despite mast cell activation, and choose to keep peanut in their diet in the long term, which might eventually lead to desensitization.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1075
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectBioquímica e imunologia
dc.subjectHipersensibilidade a Amendoim
dc.subjectImunoglobulina
dc.subject.otherAlergia
dc.subject.otherIgE
dc.subject.otherAversão
dc.titleAversão e preferência ao sabor: mecanismos de proteção e dessensibilização na alergia alimentar ao amendoim
dc.title.alternativeFlavor aversion and preference: mechanisms of protection and desensitization in food allergy to peanuts
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Denise Carmona Cara
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0646294460338087
local.contributor.advisor1Ana Maria Caetano de Faria
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2268635568464108
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5518603311633845
local.description.resumoA aversão ao consumo do alimento alergênico expressa um comportamento de ansiedade, a partir do qual se evita o contato com o antígeno para evitar as consequências da resposta imune alérgica. Esse fenômeno se inicia com a ligação do antígeno à IgE na membrana de mastócitos, os quais degranulam e liberam leucotrienos capazes de induzir a produção de GDF-15, uma citocina que indiretamente induz a ativação do núcleo central da amígdala no cérebro. A aversão está bem descrita no modelo experimental de alergia à ovalbumina (OVA), mas ainda não é claro se esse fenômeno ocorre nas demais alergias alimentares. Levando em consideração a importância clínica e epidemiológica da alergia ao amendoim, este estudo teve como objetivo investigar a aversão alimentar em um modelo experimental de alergia ao amendoim, assim como as consequências imunológicas de diferentes níveis de aversão para os camundongos sensibilizados. Em um teste de preferência logo após serem sensibilizados com um extrato proteico de amendoim (EPA), camundongos BALB/c e C57BL/6 preferem ingerir um extrato total de amendoim a 3% (ETA 3%) à água, a despeito da ativação de mastócitos. No entanto, após serem desafiados exclusivamente com ETA 3% por quatorze dias, camundongos BALB/c, mas não C57BL/6, passam a apresentar aversão ao ETA 3% em teste de preferência. Essa aversão coincidiu com maiores níveis séricos de IgE total, IgE anti-EPA, MCPT-1 e GDF-15, assim como maior ativação da amígdala. Porém, a aversão foi subvertida pelo aumento da concentração do ETA de 3% para 10%, mostrando que, nesse contexto, a aversão pode ser moldável mediante o aumento do valor hedônico da solução antigênica. A partir disso, pensouse que, em um contexto de baixa aversão, há uma exposição crônica ao antígeno, o que leva a um processo de dessensibilização. Camundongos BALB/c foram sensibilizados com OVA ou Ara h 1, um dos principais alérgenos do amendoim. Durante três semanas de desafio oral, metade dos animais de cada grupo pode escolher entre beber água ou a solução antigênica: solução de clara de ovo 20% com 8% de sacarose (SCO 20%) ou ETA 10%, respectivamente. A outra metade só teve a opção de beber a solução antigênica. Na alergia ao ovo, quando a água estava disponível, os camundongos sensibilizados rejeitaram a SCO 20% e, portanto, foram protegidos da inflamação. No entanto, ao contrário do outro grupo, os camundongos não apresentaram queda na produção de IgE anti-OVA e tiveram uma reação anafilática cutânea mais grave quando desafiados. Por outro lado, a presença da água não fez com que os camundongos sensibilizados ao Ara h 1 deixassem de ingerir o ETA 10%, a despeito da inflamação. Ao final, ambos os grupos apresentaram queda na produção de IgE anti-Ara h 1. Porém, apenas o grupo que ingeriu exclusivamente ETA 10% apresentou reação anafilática cutânea leve quando desafiado. Assim, camundongos sensibilizados com antígenos do amendoim apresentam uma aversão moldável, a despeito da ativação de mastócitos, e escolhem manter o amendoim na sua dieta a longo prazo, o que pode eventualmente levar a um processo de dessensibilização.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia
local.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::IMUNOLOGIA

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