A ressignificação dos programas de escrita inventada por professoras alfabetizadoras

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Maria Margarida D'Orey Alves Martins
Valéria Barbosa Machado

Resumo

Nos últimos anos, os estudos sobre Programas de Escrita Inventada (PEIs) têm se destacado na educação devido à sua relevância na compreensão do processo inicial de alfabetização e à sua abordagem metodológica. Essas pesquisas proporcionam às crianças a oportunidade de produzir registros escritos com a devida mediação pedagógica, além de refletir sobre a relação oral/escrito. Observam-se resultados positivos com essas intervenções de acordo com Albuquerque; Martins (2018); Lanza (2018); Monteiro; Montuani; Macêdo (2019) Reis (2015). Esta pesquisa busca entender como as professoras do primeiro ano do Ensino Fundamental percebem os PEIs e suas adaptações nas salas de aula. Para alcançar este objetivo geral, fez necessário traçar alguns objetivos específicos, como i) identificar a percepção das professoras sobre as dinâmicas dos PEIs, sobre a organização das crianças, sobre a seleção de palavras, sobre o acompanhamento e o planejamento da escrita inventada na rotina da sala de aula; ii) verificar se o conhecimento dos PEIs amplia a concepção de aprendizagem e reflexão pedagógica na alfabetização; iii) identificar dúvidas, tensões e possibilidades apresentadas pelas professoras em relação aos PEIs. Para amparar teoricamente este estudo, o referencial inclui estudos sobre aprendizagem inicial da escrita, como Ferreiro; Teberosky (1999) e Soares (2020), sobre escrita inventada de Soares (2016), Almeida (2014); Martins et al. (2015) e sobre a importância das interações e mediações na aprendizagem conforme Vygotsky (1987). É importante ressaltar que a pesquisa envolveu questionários para as professoras do primeiro ano do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Belo Horizonte e um grupo focal com sete professoras da mesma rede para identificar suas percepções sobre os PEIs. Os resultados indicam que as professoras utilizam a escrita inventada para diagnóstico e reflexão metalinguística, organizando as crianças ora individualmente, em outros momentos em grupos grandes, em pequenos grupos ou em duplas. Além disso, observou-se que as profissionais valorizaram o conhecimento dos princípios dos PEIs, indicaram que eles impactaram as suas práticas e revelaram que alguns deles são também orientadores da prática de alfabetização no contexto escolar. Outro ponto importante é mencionar as condições como estrutura física da sala, quantidade de alunos e diferentes hipóteses de escrita, que são levantadas como desafios para atividades de escrita inventada. Os resultados foram sintetizados em um vídeo educacional, voltado à formação continuada de professoras alfabetizadoras.

Abstract

Assunto

Educação, Alfabetização - Métodos de ensino, Professores alfabetizadores - Formação, Práticas de ensino, Escrita - Estudo e ensino (Primeiro grau), Métodos de ensino, Educação - Belo Horizonte (MG)

Palavras-chave

Programas de escrita inventada, Escrita inventada, Prática docente

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