Crônicas em Construção
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
João Marcos de Almeida Lopes
Junia Cambraia Mortimer
Junia Cambraia Mortimer
Resumo
A estruturação da modernidade, enquanto projeto de conhecimento, apoiou-se largamente em um duplo movimento: a centralização da razão e a negação da exterioridade. A presente pesquisa analisa as infiltrações dessa lógica operativa na formação do campo da arquitetura, por meio de aproximações entre o sujeito moderno e o arquiteto emergente. As distinções entre os corpos do pensamento e os corpos da produção – complexificadas pelas dinâmicas de violência estabelecidas pela colonialidade e pela escravidão – são mobilizadas como chave de leitura para três circunstâncias produtivas: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Barra, em Sabará; o Recolhimento de Nossa Senhora do Parto, no Rio de Janeiro; e a Real Fábrica de Vidros da Bahia, em Salvador. Ao assumir a lacuna como aspecto constitutivo dos arquivos, ainda mais evidente no caso dos canteiros de obras, esta pesquisa procura compor contranarrativas comprometidas com os trabalhadores da construção violados pela produção da arquitetura colonial brasileira, mas também discutir a interdição da História oficial à representação de suas existências.
Abstract
The structuring of modernity, as a project of knowledge, was largely supported by a dual movement: the centralization of reason and the denial of exteriority. The following research analyzes the infiltration of this operative logic into the formation of the architectural field through a comparative analysis of the connections between the modern subject and the emerging architect. The distinctions between the bodies of thought and the bodies of production – complexified by the dynamics of violence established by coloniality and slavery – are employed as an interpretative key for three productive contexts: the Church of Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Barra, in Sabará; the Recolhimento de Nossa Senhora do Parto, in Rio de Janeiro; and the Real Fábrica de Vidros da Bahia, in Salvador. By acknowledging the gap as a constitutive aspect of archives, even more evident in the case of construction sites, this research seeks to compose counter-narratives committed to the construction workers violated by the production of Brazilian colonial architecture, while also addressing the ways in which official History has denied representation of their existences.
Assunto
Crítica arquitetônica, Arquitetura e sociedade, Arquitetura colonial, Arquitetos, Canteiro de obras
Palavras-chave
Sujeito moderno, Arquiteto emergente, Canteiros de obras, Colonialidade, Contranarrativas