Tecnologia educativa para orientação de acompanhantes de mulheres em trabalho de parto
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Resumo
Objetivou-se avaliar a associação entre a implementação de uma tecnologia educativa e a experiência de acompanhar o processo de parturição. Trata-se de um estudo de intervenção, controlado, no qual foram comparados dois grupos: Grupo Comparação (GC) e Grupo Intervenção (GI). Utilizou-se o manual educativo “Preparando-se para acompanhar o parto: o que é importante saber? O projeto foi desenvolvido em uma maternidade de referência em obstetrícia no estado do Ceará, entre 1º julho a 30 de outubro de 2017. Foram incluídos acompanhantes de mulheres, maiores de 18 anos, em trabalho de parto ou em indução ao trabalho de parto ou com fetos a termo viáveis internadas no período. Ao final, obteve-se uma amostra de 73 acompanhantes, 35 no grupo intervenção e 38 no grupo comparação. A atividade foi dividida em quatro fases: 1.Caracterização do acompanhante; 2. Intervenção; 3. Avaliação das vivências; 4. Sensibilização dos enfermeiros. Para a coleta de dados, na fase 1, utilizou-se o Formulário de caracterização do público-alvo; na fase 3, utilizou-se Formulário de verificação da vivência e do apoio prestado pelo acompanhante. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) CAAE: 69965717.5.0000.5050. No quadro geral, os acompanhantes tinham, em média, 33,9 anos de idade e 11,1 anos de estudos, situação conjugal estável e sexo feminino. Um número restrito participou de atividades educativas de orientação ao parto (n=12/16,4%) e a maioria não conhecia as técnicas de apoio à mulher durante o trabalho de parto e parto. Na comparação da vivência e apoio prestado, verificou-se que não houve diferença estatística significativa entre os grupos em relação ao nível de apoio oferecido à parturiente (p= 0,48) e a satisfação com o parto (p=0,19). Contudo, houve diferença na avaliação dos acompanhantes quanto a insegurança em acompanhar (p=0, 00) e à preocupação em relação ao estado de saúde da parturiente (p= 0, 00). Os acompanhantes que receberam a intervenção foram mais propícios à utilização de ações de apoio físico, emocional e de intermediação e, além disso, mencionaram menor insegurança. Os dados evidenciaram que a atividade educativa foi eficaz na instrumentalização do acompanhante para a realização de ações de apoio à parturiente.
Abstract
Assunto
Enfermagem obstétrica, Monografia, Humanização da asssistência, Trabalho de parto/psicologia
Palavras-chave
Humanização, Estudos de Intervenção, Enfermagem
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