Senhores e possuidores de terras em comum : o processo histórico de acesso e uso das unidades fundiárias em São José do Rio das Mortes, c.1855 a c.1889

dc.creatorKeila Cecília de Melo
dc.date.accessioned2025-11-25T18:45:28Z
dc.date.issued2025-04-11
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/950
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectHistória - Teses
dc.subjectLatifundio - Minas Gerais - História - Teses
dc.subjectPropriedade - Minas Gerais - História - Teses
dc.subjectHistória social - Teses
dc.subjectMinas Gerais - História - Teses
dc.subject.otherMercado de terras
dc.subject.otherTerras pro indiviso e pro diviso
dc.subject.otherHistória social da propriedade
dc.titleSenhores e possuidores de terras em comum : o processo histórico de acesso e uso das unidades fundiárias em São José do Rio das Mortes, c.1855 a c.1889
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Douglas Cole Libby
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7508282033577230
local.contributor.referee1Carlos de Oliveira Malaquias
local.contributor.referee1Mario Marcos Sampaio Rodarte
local.contributor.referee1Helen Osório
local.contributor.referee1Carlos Gabriel Guimarães
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2283177982107203
local.description.resumoÉ persistente a interpretação de que, no Brasil, a desigualdade social e a concentração de poder surgiram como um caminho natural, teleológico, dos modos de produção escravista e camponês. O problema desse tipo de conclusão é que omite as intenções e participações dos sujeitos históricos, descrevendo eventos do passado como um percurso inevitável, como se não fossem resultado de escolhas. Retirar dessa equação o poder de agência dos sujeitos embasa narrativas atuais de que nada pode ser feito, pois os rumos foram determinados no passado, quando, na verdade, perpetuam estrategicamente o status quo de desigualdade. Compreender os elementos fundamentais do escravismo enquanto sistema — como a forma de lidar com a terra, o domínio, a posse, as hierarquias, o patrimonialismo e a mentalidade da sociedade do século XIX — possibilita perceber como as escolhas políticas, econômicas e sociais dessa sociedade influenciaram os rumos do processo histórico. A decisão de não romper completamente com os padrões de produção baseados na escravidão, no latifúndio e na intensa estratificação social moldou a racionalidade econômica local. A análise dos comportamentos, das decisões familiares e da complexidade das teias de relações sociais em relação à terra na Vila de São José del Rei, Minas Gerais, no século XIX, permitiu delinear alguns processos históricos locais de uma economia agrária e identificar seu alinhamento com leis gerais pensadas para o período. Verificamos o desenho de uma economia amplamente diferente da economia liberal, mas que desenvolveu uma racionalidade econômica própria a partir do contato com mudanças externas. Nesse percurso, observamos que as relações de mercado permaneceram essencialmente patrimonialistas, familiares e hierarquizadas. A utilização pro indiviso das propriedades se manteve funcional e desejável ao longo do período estudado, distinguindo-se da lógica da propriedade privada absoluta. O acesso à justiça foi utilizado de forma peculiar pela sociedade local, não necessariamente para determinar a propriedade privada plena, como era a intenção da Lei de Terras, mas para legalizar posses e salvaguardar direitos enraizados no passado. Como consequência dessas especificidades, pudemos propor mais uma 'peça' sobre a historicidade do acesso e da concentração de terras em sociedades não capitalistas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS

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