Qualidade da dieta e efeitos da suplementação de ômega-3 em desfechos de saúde maternos e do recém-nascido: ensaio clínico aleatorizado placebo-cego

dc.creatorCláudia Siewerdt de Oliveira Cotting
dc.date.accessioned2023-02-16T13:09:12Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:29:04Z
dc.date.available2023-02-16T13:09:12Z
dc.date.issued2022-12-22
dc.description.abstractObjectives: Characterize the pregnant women's diet quality and evaluate the effects of omega 3 supplementation on maternal and newborn health outcomes. Methods: The dissertation comprises two articles, one from the baseline (cross-sectional evaluation) and the other from a randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial with 60 pregnant women at usual risk, adults (20-40 years), with gestational age between 22 and 24 weeks. Sociodemographic; anthropometric; health, and food consumption data were collected in five periods - 4 during pregnancy and 1 postpartum. The pregnant were separated in two groups, the control group with olive oil supplementation and the intervention group with omega-3 supplementation - 260mg of eicosapentaenoic acid + 1440mg of docosahexaenoic acid, both groups with n=30. The intervention time was approximately 16 weeks, because was done until the end of the gestation. The assessment of food consumption was carried out with two 24-hour meal reminder - R24h - that enabled the calculation of the Adapted Diet Quality Index for Pregnant Women (IQDAG). It has nine components: vegetables, fresh fruits, legumes, fiber, folate, iron, calcium, omega-3, and ultra-processed foods. Birth and baby data were collected 15 days after childbirth. Results: The IQDAG obtained a total median of 68.3 (60.6-79.1) points, with higher values for pregnant women with paid work (71.6 vs. 64.6; p=0.050) and for multiparous women (72 .3 vs. 64.6; p=0.030). Among the index components, the highest scores were achieved for “legumes” (76.7%) and “iron” (58.3%). In contrast, the lowest scores were identified for “vegetables” (6.7%) and fibers (11.7%). At the end of the collection stages, 45 pregnant women concluded the study. Regardless of supplementation, the consumption of omega-3 was within the recommendation (1.4 g/day) in almost half of the sample (46.7%) as well as the omega 6/omega-3 ratio (80%). There was no difference between gestational weeks, maternal nutritional status, and weight gain, health complications at delivery, mode of delivery or nutritional status of the newborn after omega-3 supplementation. Conclusions: The diet quality showed similar characteristics to the Brazilian pattern of consumption, with greater adequacy of legumes and the need to increase the consumption of vegetables and fiber. Multiparous pregnant women with paid work had a better diet quality, when compared with primiparous and unpaid women, denoting the importance of nutritional guidance during prenatal care, especially for pregnant women in these conditions. Omega-3 supplementation did not provide differences in maternal and newborn health outcomes evaluated, probably due to the clinical characteristics and food consumption of the analysis group, in addition to the dosage used. Investigations with high-risk pregnant women with dietary deficiency of omega-3, as well as new formulations of the supplement, are suggested to expand the understanding of the interaction of this nutrient with maternal and child health.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50112
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectRecém-Nascido
dc.subjectEnsaio Clínico
dc.subjectGravidez
dc.subjectÁcidos Graxos Ômega-3
dc.subjectNutrição Materna
dc.subjectAlimentos
dc.subject.otherRecém-nascido
dc.subject.otherEnsaio clínico
dc.subject.otherGestação
dc.subject.otherÁcidos graxos ômega-3
dc.subject.otherNutrição materna
dc.subject.otherAlimentos
dc.titleQualidade da dieta e efeitos da suplementação de ômega-3 em desfechos de saúde maternos e do recém-nascido: ensaio clínico aleatorizado placebo-cego
dc.title.alternativeDiet quality and effects of omega-3 supplementation on maternal and newborn health outcomes: a placebo-blind randomized clinical trial
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Luana Caroline dos Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0458708740546057
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6827394864813632
local.description.resumoObjetivo: Caracterizar a qualidade da dieta de gestantes e avaliar os efeitos da suplementação de ômega-3 sobre desfechos de saúde maternos e do recém-nascido. Métodos: A dissertação abrange dois artigos, um oriundo da linha de base (avaliação transversal) e outro do ensaio clínico randomizado, duplo-cego e placebo controlado com 60 gestantes de risco habitual, adultas (20-40 anos), com idade gestacional entre 22 e 24 semanas. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos, de saúde e de consumo alimentar em cinco etapas (4 durante a gestação e 1 pós-parto). As gestantes foram alocadas em grupo controle (n=30) com suplementação de óleo de oliva e grupo intervenção (n=30) com suplementação de ômega-3 (260mg do ácido eicosapentaenóico + 1440mg do ácido docosahexaenóico) até o final da gestação (≈16 semanas). A avaliação do consumo alimentar foi efetuada com dois recordatórios de 24 horas (R24h) que possibilitaram o cálculo do Índice de Qualidade da Dieta Adaptado para Gestantes (IQDAG). Este apresenta nove componentes: hortaliças, frutas frescas, leguminosas, fibras, folato, ferro, cálcio, ômega-3 e ultraprocessados. Dados referentes ao nascimento e ao bebê foram coletados 15 dias após o parto. Resultados: O IQDAG obteve mediana total de 68,3 (60,6-79,1) pontos, sendo os valores superiores para gestantes com trabalho remunerado (71,6 vs. 64,6; p=0,050) e para multíparas (72,3 vs. 64,6; p=0,030). Entre os componentes do índice, as maiores pontuações máximas foram alcançadas para “leguminosas” (76,7%) e “ferro’ (58,3%). Em contraponto, as menores pontuações foram identificadas para “hortaliças” (6,7%) e fibras (11,7%). Ao finalizar as etapas de coleta, 45 gestantes concluíram o estudo. Independente da suplementação, o consumo de ômega-3 apresentou-se dentro da recomendação (1,4 g/dia) em quase metade da amostra (46,7%) assim como a razão ômega-6/ômega-3 (80%). Não houve diferença entre as semanas gestacionais, estado nutricional materno, ganho de peso, intercorrência de saúde no parto, via de parto ou estado nutricional do recém-nascido após a suplementação de ômega-3. Conclusão: A qualidade da dieta apontou características similares ao padrão brasileiro de consumo, com maior adequação de leguminosas e necessidade de incremento do consumo de hortaliças e fibras. Gestantes multíparas e com trabalho remunerado apresentaram melhor qualidade da dieta, comparado as primíparas e sem remuneração, denotando importância da orientação nutricional durante o pré-natal, sobretudo para as gestantes nessas condições. A suplementação de ômega-3 não propiciou diferenças nos desfechos de saúde maternos e do recém-nascido avaliados, provavelmente pelas características clínicas e de consumo alimentar da amostra, além da dosagem utilizada. Investigações com gestantes de alto risco e com maior deficiência alimentar de ômega-3, bem como novas formulações do suplemento, são sugeridas para ampliar a compreensão sobre a interação deste nutriente com a saúde materno-infantil.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENF - DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde

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