Fronteiras da Fala/Bala: geografia do universo ficcional de Cidade de Deus
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Benjamin Abdala Júnior
Marcos Antonio Alexandre
Marcos Antonio Alexandre
Resumo
Este trabalho propõe uma análise do romance Cidade de Deus, livro de estréia de Paulo Lins, autor carioca, negro, ex-habitante do Conjunto Habitacional Cidade de Deus. Analisamos, comparativamente, o romance e o filme homônimo, dirigido por Fernando Meirelles. O roteiro do filme foi baseado no livro de Paulo Lins. Detivemos-nos no conceito de "estética da violência" e "mercadorização da violência", termos oriundos de polêmicas travadas por críticos brasileiros diante do impacto dessa e de outras produções literárias e cinematográficas contemporâneas. Nesse contexto, o estudo intersemiótico entre a literatura e o cinema no Brasil nos permite contemplar a questão da violência tanto em nível temático, quanto em nível estrutural.Para formular um estudo das representações violentas no corpus estudado, usamos como suporte alguns conceitos freudianos como "trauma", "retorno do recalcado" e "estranho", além do esboço de uma teoria sobre o testemunho no pós-Shoah.A estética da malandragem foi trabalhada enquanto aspecto sócio-cultural brasileiro para enfocar o corpus da dissertação, a partir da crítica cultural de João César Rocha. Percorremos um caminho que parte da teoria dialética malandra, proposta por Antonio Candido, passando pela crítica sociológica de Sérgio Buarque de Holanda, até chegar a Roberto da Matta e , enfim, aos críticos mais contemporâneos. Também contrapusemos as diferentes vozes narrativas que emergem do livro e do filme abordados neste trabalho.
Abstract
Assunto
Rap (Música), Adaptações para o cinema, Violencia Brasil, Favelas Brasil, Violencia na literatura, Cinema e literatura, Cidade de Deus (Filme)
Palavras-chave
estética da violência, Cidade de Deus, conceitos freudianos, mercadorização da violência