A viagem de Theodore Roosevelt pelo Noroeste Brasileiro : caça, ciência e representações da floresta tropical (1913-1914)

dc.creatorCecília Luttembarck de Oliveira Lima Rattes
dc.date.accessioned2023-02-05T13:19:37Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:44:55Z
dc.date.available2023-02-05T13:19:37Z
dc.date.issued2015-12-18
dc.description.abstractIn 1913 Theodore Roosevelt decided to undertake an expedition to the unexplored territories in Brazil. The ex-President and the Colonel Cândido Rondon, with support of the American Museum of Natural History, shared the command of an expedition that it’s objectives were to hunt big game trophies, obtain specimens of flora, map the unknown river and make contact with the Indians. Although the expedition was self-defined as a scientific mission and was conducted with the support of the Brazilian government, the analyzed documentation (that covers Roosevelt’s travel diary andnewspapers of the period, as well as the iconography of the “jungle’s inhabitants”) identified elements of U.S. imperialism in the Americas. This paper argues that those sources have a dialogue that combines the idea of the imperialism science with the superior American attitude towards Brazil during the early twentieth century. The images and travel log produced by Roosevelt's campaign had an aesthetic/narrative construction similar to the representations produced by the British hunting sport in Africa and Asia, usually associated with European imperialism. They would also be presented to the American public as a record of Natural History and used as a way to recreate the “Amazon jungle” environment. The process of choosing the type of animal that should be hunted or recorded by the camera helped to clarify the relationship between science, hunting, image and imperialism. It’s interesting to raise questions like: what were the main animals hunted and photographed; how was it presented to the U.S public; what those animals represented; and how this representations helped to shape concepts about Brazil? Therefore, this thesis tries to evaluate the theoretical and practical exercise of science performed by Roosevelt, and its effect on the American cultural scene in the early twentieth century.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/49526
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHistória - Teses
dc.subjectCiência - História - Teses
dc.subjectExpedições científicas - Teses
dc.subjectCaça - Teses
dc.subjectFotografias - Teses
dc.subjectMuseus - Teses
dc.subjectExpedição Científica Roosevelt-Rondon
dc.subject.otherImperialismo estadunidense
dc.subject.otherEsporte de caça
dc.subject.otherFotografia
dc.subject.otherRepresentações
dc.titleA viagem de Theodore Roosevelt pelo Noroeste Brasileiro : caça, ciência e representações da floresta tropical (1913-1914)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Zephyr Frank
local.contributor.advisor1Betânia Gonçalves Figueiredo
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2470063581490454
local.contributor.referee1Kátia Gerab Baggio
local.contributor.referee1Anny Jackeline Torres Silveira
local.contributor.referee1Mary Anne Junqueira
local.contributor.referee1Helena Miranda Mollo
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9469083192463084
local.description.resumoDurante o ano de 1913, Theodore Roosevelt decidiu produzir uma viagem por paisagens pouco exploradas do noroeste do Brasil. O ex-presidente norte-americano e o então coronel brasileiro Cândido Rondon, contando com o apoio do American Museum of Natural History, dividiram o comando de uma expedição, cujo objetivo era “caçar” espécimes da fauna, colher amostras da flora, mapear o “rio desconhecido” e fazer contato com os índios. Embora a expedição tenha se autodefinido como científica e tenha contado com o apoio do governo brasileiro, a documentação reunida – que abrange tanto o diário de viagem de Roosevelt e periódicos da época, quanto fotografias da fauna, da flora e dos indígenas – identificou elementos do imperialismo norte-americano nas Américas. Acredita-se que nesses documentos existia um discurso que aliava a ideia de desenvolvimento da ciência naturalista a uma postura de superioridade norte-americana em relação ao Brasil. As narrativas e imagens produzidas pela comitiva de Roosevelt possuíam uma construção estética/literária semelhante às representações usadas no esporte de caça em regiões como a África e a Ásia, geralmente associadas ao imperialismo europeu. Elas seriam também apresentadas ao público norte-americano como registro da História Natural e utilizadas como forma de recriar o ambiente da “selva amazônica”. O estudo sobre o processo de escolha do tipo de animal a ser caçado ou registrado pela câmera fotográfica ajudou a perceber uma forte relação entre ciência, caça, fotografia e imperialismo. A pesquisa procurou, assim, levantar questões como: quais eram os principais animais caçados; como as informações sobre o Brasil eram dispostas, quais eram as mensagens que a fauna/flora brasileira transmitia ao estrangeiro; e como essas representações ajudaram a legitimar determinadas ideias de Brasil. Deseja-se, portanto, avaliar o exercício teórico e prático da ciência desempenhada por Roosevelt e sua possível influência no meio cultural norte-americano no início do século XX.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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