A possibilidade de escritura no limiar da clínica: o ensino de Artes Visuais em oficinas de saúde mental

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Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Monografia de especialização

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Primeiro orientador

Membros da banca

Maria Luiza Dias Viana
Evandro Jose Lemos da Cunha

Resumo

Esta pesquisa buscou criar metodologias para o ensino de Arte em oficinas de uma instituição de saúde mental, baseadas na abordagem triangular de Ana Mae Barbosa que considera de igual importância a fruição, o fazer e a contextualização - e relacioná-las à produção de subjetividade. Para tanto, foram feitas demarcações de conceitos como: metodologia, produção de subjetividade e escritura com a ajuda de autores de referência como Lúcia Gouvêa Pimentel, Suely Rolnik e Jacques Derrida. A metodologia foi entendida como uma seleção de caminhos, feita de modo racional para chegar aos objetivos propostos. A subjetividade foi considerada como um processo que se produz no social e na cultura. A escritura foi entendida como quaisquer escritas não fonéticas, tais como o traço. As oficinas de isopor gravura constituíram a parte prática desta pesquisa e foram realizadas no Centro de Atenção Psicossocial CAPS I VIDA. Através delas foi testada a metodologia construída e observados alguns efeitos psíquicos ocorridos nos participantes. Os produtos e os resultados das oficinas foram analisados a partir das aproximações e distanciamentos entre os conceitos de metodologia de ensino de Arte e de escritura, verificando a possibilidade de construção de recursos metodológicos que promovam processos de subjetivação.

Abstract

Assunto

Arte Estudo e ensino, Arte e doença mental

Palavras-chave

Produção de subjetividade, Escritura, Metodologia

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