Hamaca paraguaya: perda e trabalho de luto no cinema latino-americano contemporâneo

dc.creatorBarbara Xavier Franca
dc.date.accessioned2019-08-10T06:53:55Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:34:03Z
dc.date.available2019-08-10T06:53:55Z
dc.date.issued2014-05-15
dc.description.abstractHow does Hamaca Paraguaya (Paz Encina, 2006) impart history? The Paraguayan film presents an old couple laid down in a hammock, complaining about life matters and the absence of their son, who has joined the army and has probably died in the battlefield. The movie can be associated with a number of other Latin American films produced in the 21th century. They also deal with petty, trivial, even insignificant, experiences, that Galo Alfredo Torres (2011) grouped together under the label of daily neo-realism. The major events are suppressed, giving place to the everyday life of ordinary characters in their customary environment, engendering narratives in which virtually nothing happens. Contrary to the tendency of the Latin American cinema from the 1960's and 70's, which adopted an explicitly critical position towards the misery in the Third World, the North-American imperialism, the political corruption, the exploitation of people, and the cultural colonization, the cinema of Torres seems to refrain from these issues. According to Andrea Molfetta (2011), the creative impulse of the former movies has been replaced by films that present mourning characters stuck in the past, living a life that never moves forward. In an attempt to identify this change of attitude, we investigate how Hamaca deals with history, taking the absence of the son as the starting point of the analysis. To that end, we revise Torres concept of daily neo-realism and the traits of Latin-American contemporary cinema presented by Molfetta. We also resort to Italian neo-realism in order to discuss the idea of a cinema of absence. By analyzing the mise-en-scène, the off-screen and the temporality in Hamaca, we propose that this is a movie in state of melancholia.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-ARJFB6
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHamaca paraguaya (Filme)
dc.subjectParaguai História e crítica
dc.subjectComunicação
dc.subjectCinema
dc.subject.otherLuto
dc.subject.otherCinema latino-americano
dc.subject.otherMelancolia
dc.subject.otherHamaca Paraguaya
dc.subject.otherParaguai
dc.subject.otherPerda
dc.titleHamaca paraguaya: perda e trabalho de luto no cinema latino-americano contemporâneo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Roberta Oliveira Veiga
local.contributor.advisor1Claudia Cardoso Mesquita
local.contributor.referee1Cesar Geraldo Guimaraes
local.contributor.referee1Idelber Vasconcelos Avelar
local.description.resumoComo o filme paraguaio Hamaca Paraguaya (Paz Encina, 2006) cifra a história? O filme apresenta um casal de velhos sentados em uma rede, reclamando das intempéries do dia e da ausência do filho, que partiu para uma guerra e possivelmente lá morreu. A dissertação associa o longa-metragem a uma série de outros trabalhos, produzidos na América Latina dos anos 2000 em diante, que também lidam com experiências menores, comezinhas, banais, até insignificantes, reunidos por Galo Alfredo Torres (2011) sob a categoria neorrealismo cotidiano. Os grandes acontecimentos são elididos, dando lugar ao cotidiano de personagens simples em seu próprio ambiente, constituindo narrativas em que não acontece praticamente nada. Diferentemente do cinema produzido na América Latina dos anos 1960 e 1970, com uma posição declaradamente crítica com relação às mazelas do então chamado Terceiro Mundo, ao imperialismo norte-americano, à corrupção política, à exploração dos povos e à colonização de sua cultura, o cinema apontado por Torres parece se abster dessas questões. Segundo Andrea Molfetta (2011), o ímpeto crítico do cinema de outrora deu lugar a filmes que trabalham com personagens enlutados, presos ao passado, vivendo histórias que não avançam. Se é possível apontar essa mudança de posicionamento de um cinema para o outro, indagamos como Hamaca Paraguaya lida com a história, tendo como ponto de partida a questão da perda do filho. Para isso, problematizamos o conceito de neorrealismo cotidiano de Torres e os aspectos do cinema latino-americano contemporâneo apontados por Molfetta, e acionamos o neorrealismo italiano para discutir um cinema da perda. Através da análise da mise-en-scène, do extracampo e do tempo em Hamaca, sugerimos um filme em estado de melancolia.
local.publisher.initialsUFMG

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