Ativações esquemáticas, estilos parentais e afetividade negativa em mães de crianças com e sem transtorno do espectro autista
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Aline Henriques Reis
Maycoln Leôni Martins Teodoro
Maycoln Leôni Martins Teodoro
Resumo
O nascimento de uma criança com deficiência pode atuar como um estressor crônico para os pais, frequentemente percebido pelos cuidadores por meio da apresentação de demandas que excedem sua autocompetência percebida. O cuidado de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) requer adaptações e dedicação intensas, muitas vezes impactando o bem-estar psicológico das mães, que geralmente assumem a maior parte dos cuidados. Esta dissertação investigou o sofrimento mental (afetividade negativa) associado ao cuidado de crianças com TEA. No Estudo 1, foi realizada uma revisão integrativa a partir dos descritores: “schema therapy” OR “cognitive behavioral therapy” AND “parents” AND “mental health” AND “autism”. Inicialmente, foram encontrados 177 artigos, sendo que apenas 6 abordavam diretamente a saúde mental de pais/mães de crianças com TEA. A principal lacuna observada nos resultados diz respeito à ausência de artigos relacionados à Terapia do Esquema (TE). A escassez de pesquisas sobre a aplicação da TE nessa população sugere a necessidade de estudos, a fim de explorar o impacto dessa terapia na saúde mental dos cuidadores de crianças com TEA. Além disso, é pertinente mencionar que a maioria dos estudos na literatura que investigaram a terapia cognitivo-comportamental (TCC) apresentam amostras pequenas, o que restringe a generalização dos resultados. O Estudo 2 avaliou a ativação de esquemas iniciais desadaptativos (EIDs), afetividade negativa (indicador de ansiedade, estresse e depressão), e os estilos parentais em mães de crianças com TEA, comparando-os com mães de crianças neurotípicas. Foi realizado um estudo correlacional e comparativo e envolveu 154 mães de crianças entre 7 e 11 anos, divididas em dois grupos: mães de crianças com TEA (n=87) e mães de crianças neurotípicas (n=56). 11 mães de crianças com outros transtornos não compuseram nenhum dos dois grupos. A análise fatorial confirmatória do YSQ-S3 indicou um modelo de 18 fatores com ajuste aceitável e confiabilidade alta, destacando escores significativamente mais elevados em vários fatores, como Privação emocional e Isolamento social, entre mães de crianças com TEA. Para o IEP, os fatores Comportamento Moral e Abuso Físico apresentaram confiabilidade minimamente aceitável, sem diferenças significativas entre os grupos. A análise da DASS-21 sugeriu que o modelo bifatorial apresentou ajuste adequado apenas para o fator Afetividade Negativa, revelando níveis mais elevados entre mães de crianças com TEA, com efeito moderado. Esses achados indicam que mães de crianças com TEA tendem a experimentar maiores desafios emocionais, especialmente em termos de privação emocional e afetividade negativa, enfatizando a importância do suporte psicológico para esse grupo.
Abstract
Assunto
Psicologia - Teses, Esquemas (Psicologia) - Teses, Saúde mental - Teses, Transtornos do espectro autista - Teses, Mães - Teses
Palavras-chave
Terapia do esquema, Saúde mental, Transtorno do espectro autista