Violências e resistências: impactos do rompimento da barragem da Samarco, Vale e BHP Billiton sobre a vida das mulheres atingidas em Mariana/MG.
| dc.creator | Débora Diana da Rosa | |
| dc.date.accessioned | 2020-03-06T10:51:31Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T23:40:57Z | |
| dc.date.available | 2020-03-06T10:51:31Z | |
| dc.date.issued | 2019-03-15 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/32734 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject.other | Violência, Mulheres, Mariana/MG, Samarco, Resistência | |
| dc.title | Violências e resistências: impactos do rompimento da barragem da Samarco, Vale e BHP Billiton sobre a vida das mulheres atingidas em Mariana/MG. | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Claudia Mayorga | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8982681063835719 | |
| local.contributor.referee1 | Letícia Cardoso Barreto | |
| local.contributor.referee1 | Maria Isabel Antunes Rocha | |
| local.contributor.referee1 | Lívia de Oliveira Borges | |
| local.contributor.referee1 | Cristiana Losekann | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/6845367566816344 | |
| local.description.resumo | Diante do crime do rompimento da barragem da Samarco, cujas controladoras são duas das maiores mineradoras do mundo, Vale e BHP Billiton, ocorrido em Mariana/MG no dia 5 de novembro de 2015 e seus efeitos de destruição de comunidades inteiras, do rastro de estragos e mortes que deixou pelo caminho, descendo pelo rio doce, litoral do Espirito Santo, até o litoral da Bahia, esta tese teve como objetivo central, investigar os efeitos/impactos do crime da Samarco sobre e vida das mulheres atingidas do município de Mariana/MG. Nos itinerários de campo dessa pesquisa participante, acompanhamos por mais de dois anos e meio o cotidiano das comunidades atingidas de Mariana, in loco, além de participar de audiências públicas, reuniões entre atingidos, empresas e poder público, registradas em diário de campo, foi realizada também pesquisa documental de decisões judiciais, atas e reportagens jornalísticas referentes ao caso e entrevistas com 5 mulheres atingidas. Diante da imersão no campo e das contribuições teóricas e metodológicas da psicologia social comunitária latino-americana e da teoria feminista compreendemos que a lama deixada pelo crime da Samarco, física e também simbólica, transforma-se em violência das mais distintas ordens na condução das ações ditas de “reparação”, executadas pelas empresas e pelo poder público. Assim, destacamos a importância de compreender o rompimento de fundão como consequência da violência estrutural do capitalismo, ou seja, como parte de um sistema nefasto que têm como tônica o espólio, a exploração e a violência. O latifúndio, o espólio das nossas reservas naturais para o grande mercado internacional nos mantem em uma condição de país semicolonial. Observamos que as violências em Mariana/MG se atualizam cotidianamente na vida dos atingidos e atingidas na forma de violência institucional, psicossocial e patriarcal. Diante deste cenário, é especialmente sobre as mulheres que recaem os maiores efeitos deste crime, ficando evidente a relação estrutural entre capital, patriarcado e seus sistemas de opressão. Em Mariana essa opressão sobre as mulheres se apresenta como negação de direitos por parte das empresas, sobretudo, os trabalhistas, uma vez que a perda do trabalho das mulheres, especialmente aqueles ligados ao âmbito rural, não foi reconhecido pelas empresas e por isso tiverem negado o direito de receber o cartão de auxílio financeiro, ainda passaram a ser “dependentes” de seus maridos, pois, o cartão foi concedido ao homem considerado pelas empresas como o “chefe da família”. Também foi sobre as mulheres que recaíram as maiores demandas de cuidados sobre os filhos e parentes que adoeceram após a tragédia gerando grande sobrecarga de trabalho, aliado a isso, somam-se ainda as demandas de participação nas muitas agendas e reuniões para tratar da reparação dos danos. Nossa tese central, é que o crime da Samarco, Vale e BHP Billiton intensifica e amplia a violência patriarcal sobre as mulheres. Destacamos também as resistências que os atingidos e atingidas, especialmente as mulheres têm empreendido na luta por direitos, pela memória e pela história de suas comunidades. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Psicologia |