Gênero, loucura e mídia : textualidades em torno do “Free Britney”

dc.creatorValquiria Lopes Rabelo
dc.date.accessioned2023-11-27T18:46:00Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:03:18Z
dc.date.available2023-11-27T18:46:00Z
dc.date.issued2023-09-29
dc.description.abstractIn this dissertation, we take the media textualities surrounding the “Free Britney” movement as a privileged field to observe discursive intertwinements between gender and madness. To problematize the phenomenon, we propose articulating Erving Goffman’s notion of stigma with Kimberlé Crenshaw's concept of intersectionality. Subsequently, we undertake a historical investigation guided by the insights of Elaine Showalter, Eleni Varikas, and Maria Rita Kehl, who assist us in unraveling the connections that link “Woman” and “Madness” in the Western imagination. Building on this theoretical-methodological framework, we analyze the generative trajectory of meaning emerging from the empiricism, according to the model organized by Greimasian Tensive Semiotics. Following the indications of Gonzalo Abril, we also discuss the sensitive and pragmatic relations produced by the components of the synoptic space. Ultimately, we acknowledge four recurring aspects in the portrayal of the pop diva Britney Spears: a) her depiction through a gaze identified with the male observer's desire for authority and sexual domination; b) the monitoring and pathologizing of her deviations from the heteronormative referential of gender performance and sexuality; c) the contradictions between a supposed fragility, traditionally attributed to women, and the perception of peril cast by the stereotype around psychiatric patients; and d) an implicit discredit of her statements and claims. We conclude the study with a discussion on the performative role of media in reinforcing norms and stigmatizing texts.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/61396
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação - Teses
dc.subjectRelações de gênero - Teses
dc.subjectLoucura - Teses
dc.subjectEstigma (Psicologia social) - Teses
dc.subjectSemiótica - Teses
dc.subject.otherGênero
dc.subject.otherLoucura
dc.subject.otherEstigma
dc.subject.otherMídia
dc.subject.otherSemiótica
dc.titleGênero, loucura e mídia : textualidades em torno do “Free Britney”
dc.title.alternativeGender, madness, and media : textualities around the “Free Britney” movement
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Carlos Magno Camargos Mendonça
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5492658161377541
local.contributor.referee1Karina Gomes Barbosa da Silva
local.contributor.referee1Camila Maciel Campolina Alves Mantovani
local.contributor.referee1Joana Ziller de Araujo Josephson
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8227052079824934
local.description.resumoNesta dissertação, tomamos as textualidades midiáticas em torno do movimento “Free Britney” como um campo privilegiado para observar entrelaçamentos discursivos entre gênero e loucura. Para problematizar o fenômeno, propomos articular a noção de estigma de Erving Goffman ao conceito de interseccionalidade, elaborado por Kimberlé Crenshaw. Em seguida, fazemos um recuo histórico guiado pelos pensamentos de Elaine Showalter, Eleni Varikas e Maria Rita Kehl, que nos ajudam a recuperar as tramas que vinculam “Mulher” e “Loucura” no imaginário ocidental. A partir desse arranjo teórico-metodológico, analisamos os percursos gerativos do sentido que emergem da empiria, de acordo com o modelo organizado pela semiótica tensiva greimasiana. Seguindo as indicações de Gonzalo Abril, também discutimos as relações sensíveis e pragmáticas produzidas pelo conjunto de componentes que integram o espaço sinóptico. Ao final, reconhecemos quatro recorrências na qualificação da diva pop Britney Spears: a) sua representação a partir de uma mirada voltada ao desejo do observador masculino por autoridade e dominação sexual; b) o monitoramento e a patologização de seus desvios do referencial heteronormativo de performatividade de gênero e de sexualidade; c) as contradições entre uma suposta fragilidade, tradicionalmente atribuída às mulheres, e a percepção de perigo decorrente do estereótipo em torno de pacientes psiquiátricos; e d) um tácito descrédito de seus relatos e reivindicações. Encerramos o trabalho com uma discussão sobre o papel performativo da mídia na atualização de normas e textos estigmatizantes.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0000-4620-7849
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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