De "mulheres passivas" a "traficantes perigosas": análise dos processos de criminalização secundária de mulheres trabalhadoras do tráfico de drogas

dc.creatorNaiara Cristiane da Silva
dc.date.accessioned2024-12-23T16:38:57Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:53:27Z
dc.date.available2024-12-23T16:38:57Z
dc.date.issued2021-09-27
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78804
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/pt/
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectMulheres - Teses
dc.subjectCriminosas - Teses
dc.subjectTrabalho - Teses
dc.subjectTráfico de drogas - Teses
dc.subject.otherMulheres
dc.subject.otherProcessos de criminalização
dc.subject.otherTráfico de drogas
dc.subject.otherCriminalidade feminina
dc.titleDe "mulheres passivas" a "traficantes perigosas": análise dos processos de criminalização secundária de mulheres trabalhadoras do tráfico de drogas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Vanessa Andrade de Barros
local.contributor.advisor1Lattesbuscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4788029Y6&tokenCaptchar=03AFcWeA65nXyzADrS9ZwfFV3mFWgo00gzxFbwPxQtRbHaqiq_WbVYVbcpV5KAOxlqWonNIlS-Ycx8wI_JF5AaOssgOTjRUNeiFzTMS7a84Pc3L5AD0BrH9Um0zq5JRlrpA-fmQ5GUaSv04dgRx8TpjUCIb0o_y2kzFfmmz7HW42hThHGUCJJPLw2lYSCTzQXCyPIRTdsgMJn9wVQs2RFWH0Ca6xCOBr8mN2wkLfrEJPsVyxBcFb6HV6UsHIwLmtq67qjKUkMqcqXcOVFE3WD8HafNRR3ZR_PrrC66IXo9aAKQyttNDaVExX-gF6w4YB8gZEdekHvpTDh3E5imxSJltBcOyAb78f32cqEiMqfXpOPHut7DBdlMlYfP9uc0ukvSgtd_q7AUM3VbzSCNKhy3AwQcPYLN48N57fCs111PQonudtI-jg_3KOrQhJggztnXjvshHshpuECrz0GjPrsC3m3yRxUZVvaPDmliysVf8zC0aNqqbQ97B91OJW-7_17Bn01iPCAasHItKewavIygZOaTT_VKmCs0CoMrzNEW38FNdXQvtRGEEhGMCkuRpFLPAszAOhfHRHuVYVOBjjMBrjuyjw_CqSP3s2ZnKhJj1jD_piFllydiXEzHj_HZw_QjY0avzSwHwtDGit-mGNb1Q8CNmMBZOW0ouwi2FxyR_5j7C_3wftR93cvqHkeN0ELDAd5fj8pj6iOigpRtlQ7sHKxL0nmDFDytf9twQ6_VPPuUe-5qEdsLSudcAjTPCJls2RvyB23yJ3dqd6nu9qSk-o5BL0QCNOl_kJwB1WYJ-_Or9IN89jNg-eNKdbMPGoW6eOb6k1RBEb_sr3LlD1mktgcNKS5wt7qweg
local.contributor.referee1Renata Monteiro Garcia
local.contributor.referee1Deise Luiza da Silva Ferraz
local.contributor.referee1Zaira de Andrade Lopes
local.contributor.referee1Carolyne Reis Barros
local.creator.Latteshttps://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4410118E7&tokenCaptchar=03AFcWeA5OVXLRiUJy1CGYo6hhTF2deXblJb_fywPk_B6tTsG6WUujTiJ2Vjn16bY8E
local.description.resumoObjetiva-se por meio dessa tese, demonstrar a existência de uma seletividade de gênero, classe, raça e sexualidade nos processos de criminalização secundária de mulheres trabalhadoras do tráfico de drogas, que ocorre de maneira consubstancial, ou seja, por meio de uma articulação das relações sociais de gênero, classe, raça e sexualidade, de maneira dinâmica, que se interpenetram ou não. Foram utilizadas teorias e análises de base materialista histórica, inspiradas nas proposições marxistas e do feminismo marxista, bem como os aportes da epistemologia feminista. Parte-se da Psicologia Social Crítica do Trabalho para compreensão de sujeito e sociedade e dos estudos da Criminologia Crítica e da Criminologia Feminista principalmente a de orientação Marginal, Latino Americana e de Resistência para a análise dos processos de criminalização. A metodologia adotada no estudo é a qualitativa, com inserção da pesquisa de campo e análise de documentos que envolveu: 1) entrevistas com policiais militares e juízes, 2) análise de acórdãos judiciais, de sentenças judiciais e boletins de ocorrência envolvendo mulheres presas pelo delito de tráfico de drogas. As análises demonstram que as práticas dos agentes da criminalização secundária estão permeadas por estereótipos de gênero, que etiquetam essas mulheres, ora as inserindo em uma posição de menor valor social, ora as taxando como perigosas, más e sem capacidade para o cuidado dos filhos. Pudemos compreender que nessa dinâmica, o racismo, classismo, o sexismo e os estereótipos em torno da sexualidade e da maternidade são moduladores para a o agravamento da punição feminina. Podemos também asseverar que a prática desses agentes e as análises documentais refletem os mecanismos da colonialidade ainda presentes na sociedade e a necropolítica em voga nas práticas do sistema penal. Apesar da realidade apresentada, aposta-se em possibilidades de resistência, na potência de transformação proposta pela Criminologia Feminista Marginal, latino américa e de resistência, no fortalecimento dos movimentos de mulheres e sobretudo no abolicionismo penal como possibilidade de enfrentamento do aprisionamento em massa de homens e mulheres.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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