Palingenias rodrigueanas : a Falecida sob a ótica de Alceste
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Teodoro Renno Assuncao
Walter Carlos Costa
Walter Carlos Costa
Resumo
A presente dissertação tem como corpus as tragédias Alceste, de Eurípedes e A Falecida de Nelson Rodrigues. Dois autores que viveram há vários séculos de distância um do outro; e que oferecem para a posteridade obras que apresentam semelhanças e analogias dignas de um estudo cuidadoso.Buscamos demonstrar como Nelson Rodrigues, em A Falecida apropria-se do texto antigo e ainda que a utilização do riso, nas tragédias analisadas, não se dá com a função de criar um momento de descontração e leveza, mas, ao contrário, pra programar uma sucessão de emoções que conduzam para o insólito, o absurdo, o conflito apórico.Através do estudo do riso, como elemento de construção do trágico, verifcamos que a apropriação do texto antigo foi feita a partir de analogias, inversões e ou deslocamentos; verificamos, também , mais perifericamente , a possibilidade de ler essas obras a partir do conceito de tragédia estabelecido na Poética de Aristóteles; para tanto confrontamo-las com os princípios aristotélicos e constatamos a insuficiência dessa teoria para essas obras, concluímos que há muito por fazer da tragédia visto que nem todos os aspectos receberam por parte dos téoricos a mesma importância.
Abstract
Assunto
Tragédia, Teatro brasileiro História e crítica, Aristóteles Poetica, Tragedia grega Historia e critica, Riso, Eurípides Alceste Crítica e interpretação, Rodrigues, Nelson, 1912-1980 Falecida Crítica e interpretação
Palavras-chave
tragédias, analogias, inversões e ou deslocamentos, texto antigo e