Força e vulnerabilidade: a precarização das trabalhadoras da saúde no SUS durante a pandemia e os desafios na promoção à saúde e prevenção da violência
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Este estudo investigou os fatores associados à precarização do trabalho das mulheres na rede
SUS de Betim, Minas Gerais, durante a pandemia de COVID-19, e suas implicações para a
promoção da saúde e bem como para a prevenção da violência no ambiente de trabalho.
Foirealizado um estudo transversal e analítico com todas as trabalhadoras do SUS Betim, no
período de março de 2020 a abril de 2021, excluindo-se estagiárias e trabalhadoras afastadas
por mais de 180 dias. Os dados foram coletados de sistemas de informação locais,
processados em Microsoft Excel e analisados com Stata v18. As variáveis incluíram idade,
tempo de admissão, categoria profissional, escolaridade, carga horária, tipo de vínculo,
situação laboral, horas extras e cargo. A análise estatística utilizou testes de normalidade, t de
Student, Mann-Whitney, qui-quadrado e o teste exato de Fisher, com nível de significância de
5%. A partir da análise de 5.611 trabalhadoras, constatou-se a prevalência da precarização do
trabalho, definida pelo tipo de vínculo trabalhista, de 42,68%, o que corresponde a 2.394
trabalhadoras com vínculos precários. A precarização foi mais frequente entre as jovens de 18
a 29 anos e entre profissionais de nível superior, como médicas e enfermeiras. Isso revela uma
disparidade preocupante entre a qualificação educacional e a instabilidade no emprego. O
estudo identificou que a coexistência de vínculos precários e não precários no mesmo
ambiente de trabalho pode gerar tensões internas e afetar a coesão da equipe e a qualidade dos
serviços prestados. A instabilidade no emprego e a ausência de benefícios podem contribuir
para o aumento do estresse, da ansiedade e da exaustão mental, o que reflete uma maior
vulnerabilidade dessas trabalhadoras a condições de trabalho adversas e à violência
organizacional. A alta prevalência de vínculos de trabalho precários entre as trabalhadoras do
SUS Betim reforça a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a estabilidade
no emprego, a proteção social e a valorização das qualificações dessas profissionais. Este
estudo sublinha a importância de estratégias focadas na promoção da saúde e na prevenção da
violência no ambiente de trabalho como pilares fundamentais para o gerenciamento de em
saúde, especialmente em tempos de crises sanitárias, como a pandemia de COVID-19.
Abstract
Assunto
Saúde Ocupacional, Promoção da Saúde, Gestão em Saúde, COVID-19
Palavras-chave
saúde ocupacional, promoção da saúde, gestão da saúde,, COVID-19
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