Investigation of Leptospira biofilms through environmental and laboratorial study
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Investigação do biofilme de Leptospira através de estudo ambiental e laboratorial
Primeiro orientador
Membros da banca
Mônica Larucci Vieira
Angela Silva Barbosa
Lucy Seldin
Jarlath E. Nally
Arnau Casanovas-Massana
Angela Silva Barbosa
Lucy Seldin
Jarlath E. Nally
Arnau Casanovas-Massana
Resumo
Biofilms are complex microecosystems composed of microorganisms embedded in a selfproduced exopolymeric matrix. Biofilms are recognized for their ecological importance and
capacity to shelter a diversity of pathogenic and non-pathogenic microorganisms, protecting
them against environmental challenges. Leptospira are ubiquitous, biofilm-forming, fastidious
spirochete bacteria, with elevated nutritious requirements. Pathogenic Leptospira form biofilms
in rural rice paddy and in the renal tubules of naturally infected Rattus norvegicus, a major
Leptospira host in urban settings. Leptospirosis have a complex epidemiological cycle, with an
environmental phase related to waters and soils and numerous animal hosts. Nevertheless, the
survival mechanisms of leptospires in the environment are very poorly understood. We
hypothesized that environmental biofilms may shelter Leptospira, serving as an ecological
niche for these bacteria. Using multidisciplinary approaches, we collected environmental
biofilms formed at an urban Brazilian setting with poor sanitation conditions and performed
laboratory, genomic and bioinformatic analysis. From the biofilms collected, we isolated and
identified 20 strains of Leptospira that were classified into seven species from the Saprophytic
S1 clade. Three of those are proposed as new species according to digital DNA-DNA
hybridization (dDDH) and average nucleotide identity (ANI) analysis. Those species presented
typical growth and morphology and formed biofilms in vitro. Additionally, our research aimed
to explore the growth of and biofilm formation by Leptospira biflexa in Hornsby-Alt-Nally
(HAN) media, a rich media recently developed and used for the isolation and propagation of
leptospires. Leptospires were propagated in HAN media at 29°C and 37°C with 5% CO2.
Planktonic L. biflexa grew similarly at both conditions, exhibiting longer cell lengths at 37°C /
5% CO2, growth condition at which there was more biofilm formation, based on crystal violet
assay. In the tested conditions, proteins exceeded the biomass of double-stranded DNA (live
and dead cells, and extracellular DNA) in the biofilm matrix. It was observed the formation of
a distinct layer of proteins on the bottom of the biofilm, attached to the substrate. Finally, 1-D
gel electrophoresis suggests differential protein expression between the tested conditions. Our
work demonstrated a diversity of saprophytic Leptospira species thriving within the poorly
sanitized Brazilian urban environment, adopting a biofilm lifestyle. The understanding of the
survival mode of Leptospira in the environment may fulfill gaps on the knowledge about
leptospirosis transmission cycle. We believe that the survival of those spirochetes in the
environment is related to biofilm formation, which has been shown to be characteristic of this
genus. We also observed that L. biflexa grown in HAN media forms biofilms at different
temperatures, increasing its formation at 37°C with 5% CO2. Furthermore, our results indicate
that proteins may have a role in the adhesion steps of the biofilm. Our findings enrich the
comprehension of Leptospira biology and ecology, in laboratorial and environmental
conditions, highlighting the role of biofilms as natural environmental reservoirs for these
bacteria.
Abstract
Biofilmes são complexos micro-ecossistemas compostos por microrganismos inseridos em uma
matriz exopolimérica autoproduzida. Biofilmes são reconhecidos por sua importância ecológica
e capacidade de abrigar uma diversidade de microrganismos patogênicos e não patogênicos,
protegendo-os contra desafios ambientais. Leptospiras são bactérias espiroquetas ubíquas,
formadoras de biofilme e que possuem exigências nutricionais elevadas. Leptospiras
patogênicas formam biofilmes em arrozais rurais e nos túbulos renais de Rattus norvegicus
naturalmente infectados, um importante hospedeiro de Leptospira em ambientes urbanos. A
leptospirose possui um ciclo epidemiológico complexo, com uma fase ambiental relacionada a
águas e solos, e inúmeros hospedeiros animais. No entanto, os mecanismos de sobrevivência
de leptospiras no ambiente são muito mal compreendidos. Nossa hipótese é que biofilmes
ambientais podem abrigar Leptospira, servindo como um nicho ecológico para essas bactérias.
Utilizando abordagens multidisciplinares, coletamos biofilmes ambientais formados em um
ambiente urbano brasileiro com condições de saneamento precárias e realizamos análises
laboratoriais, genômicas e bioinformáticas. A partir dos biofilmes coletados, isolamos e
identificamos 20 cepas de Leptospira, classificadas em sete espécies do clado “Saprofítico” S1.
Três delas são propostas como novas espécies com base na hibridização digital DNA-DNA
(dDDH) e identidade média de nucleotídeos (ANI). Essas espécies apresentaram crescimento e
morfologia típicos e formaram biofilmes in vitro. Além disso, nossa pesquisa teve como
objetivo explorar o crescimento e a formação de biofilmes por Leptospira biflexa em meio
Hornsby-Alt-Nally (HAN), um meio rico utilizado para o isolamento e propagação de
leptospiras que foi recentemente desenvolvido. Leptospiras foram propagadas em meio HAN a
29°C e 37°C com 5% de CO2. L. biflexa planctônicas cresceram de maneira semelhante em
ambas as condições, apresentando comprimentos celulares maiores a 37°C / 5% CO2, condição
em que a formação de biofilme foi maior de acordo com a quantificação do cristal violeta. Nas
condições testadas, as proteínas tiveram maior biomassa que DNA de fita dupla (células vivas
e mortas e DNA extracelular) na matriz do biofilme. Observou-se a formação de uma camada
distinta de proteínas na base do biofilme, aderida ao substrato. Por fim, a eletroforese em gel
unidimensional sugere uma expressão diferencial de proteínas entre as condições testadas.
Nesse trabalho, demonstramos uma diversidade de espécies saprófitas de Leptospira
sobrevivendo no ambiente urbano precariamente saneado do Brasil, adotando um estilo de vida
em biofilme. O entendimento do modo de sobrevivência de Leptospira no ambiente pode
preencher lacunas na compreensão do ciclo de transmissão da leptospirose. Acreditamos que a
sobrevivência dessas espiroquetas no ambiente está relacionada à formação de biofilmes, uma
característica deste gênero. Também observamos que L. biflexa cultivada em meio HAN forma
biofilmes em diferentes temperaturas, aumentando sua formação a 37°C com 5% de CO2. Além
disso, nossos resultados indicam que as proteínas podem desempenhar um papel nas etapas de
adesão do biofilme. Nossos resultados enriquecem a compreensão da biologia e ecologia de
leptospiras, em condições laboratoriais e ambientais, destacando o papel dos biofilmes como
reservatórios naturais para essas bactérias.
Assunto
Microbiologia, Leptospirose, Sequenciamento Completo do Genoma, Proteômica, Filogenia, Proteínas
Palavras-chave
Leptospirosis, whole genome sequencing, proteomics, phylogenomic, proteins
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