Simsalamê: vamos brincaduquê? As relações de gênero e o brincar em uma unidade municipal de educação infantil
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Glaucinei Rodrigues Corrêa
José Alfredo Oliveira Debortoli
José Alfredo Oliveira Debortoli
Resumo
O propósito deste trabalho foi compreender o processo de construção das relações de gênero
nas brincadeiras desenvolvidas com e entre as crianças, na faixa etária de quatro e cinco anos.
A pesquisa foi realizada em uma Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI), no
município de Contagem em Minas Gerais e contou com a participação de dezoito crianças,
além de uma docente. Foram utilizados alguns princípios e procedimentos da abordagem
etnográfica, numa perspectiva fenomenológica, sendo possível fazer as descrições das
situações e dinâmicas inseridas nos espaços e tempos dessa instituição, além da observação
participante e a realização de entrevista individual com a professora. Alguns referenciais nos
campos da Antropologia, Educação, Psicologia e Sociologia corroboram com esse estudo,
como: André (2015); Furlani (2011); Kishimoto (2016); Kramer (1999); Louro (2017);
Sarmento (2008) e Xavier Filha (2009). Essa pesquisa apontou que ainda há divisão por
gênero nas brincadeiras desenvolvidas no espaço da UMEI, sendo evidenciadas, a partir de
práticas rotineiras que, em diversos momentos, apresentava-se de maneira naturalizada. Esse
processo foi sendo constituído nas relações que as crianças estabeleciam com a docente, com
colegas ali presentes, bem como, já carregavam alguns discursos conservadores, muitas vezes,
oriundos do ambiente familiar, que acabavam vindos à tona, em especial, quando brincavam.
Uma das possibilidades apontadas nesse trabalho foi a elaboração do material pedagógico
intitulado Simsalamê, vamos brincaduquê?, a ser disponibilizado à equipe de profissionais
dessa instituição e que está associado ao contexto desse estudo, que visa, a partir de
proposições de brincadeiras e suas materialidades que constam dentro de um baú, possibilitar
mediações entre adulto-crianças, ao proporcionar também, experiências mais equânimes de
gênero em situações que envolvem o brincar na Educação Infantil
Abstract
The purpose of this study was to understand the process of constructing gender relations in
the plays developed with and among children, in the age group of four and five years. The
research was carried out in a Municipal Infant Education Unit (UMEI), in the municipality of
Contagem in Minas Gerais and counted on the participation of eighteen children, in addition
to a teacher. Some principles and procedures of the ethnographic approach were used in a
phenomenological perspective, being possible to make the descriptions of the situations and
dynamics inserted in the spaces and times of this institution, besides the participant
observation and the individual interview with the teacher. Some references in the fields of
Anthropology, Education, Psychology and Sociology corroborate with this study, such as:
André (2015); Furlani (2011); Kishimoto (2016); Kramer (1999); Louro (2017); Sarmento
(2008) and Xavier Filha (2009). This research pointed out that there is still a gender division
in the plays developed in the space of the UMEI, being evidenced, from routine practices that,
in several moments, presented subtly and, even, already naturalized, and this process was
being constituted in the relationships that the children established with the teacher, with
colleagues present there, as well as already carrying some conservative speeches, often from
the family environment, which came to the surface, especially in moments of play. One of the
possibilities pointed out in this work was the elaboration of the pedagogical material entitled
Simsalamê, vamos brincaduquê?, to be made available to the team of professionals of this
institution and that is associated to the context of this research, that aims, from propositions of
games and their materialities that are contained within a chest, enabling adult-child
mediations, while also providing more equitable gender experiences in situations involving
playing in Early Childhood Education.
Assunto
Educação -- Relações de gênero, Brincadeiras, Brincadeiras -- Relações de gênero, Educação de crianças, Jogos educativos, Psicologia educacional
Palavras-chave
Crianças, Brincadeiras, Educação Infantil, Relações de Gênero
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