DO RETRATO DE NINGUÉM: um estudo sobre a impessoalidade da imagem retratada

dc.creatorIara Inchausti Ribeiro Vilhena
dc.date.accessioned2025-07-23T12:53:14Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:49:15Z
dc.date.available2025-07-23T12:53:14Z
dc.date.issued2017-11-30
dc.description.abstractCette recherche comporte une étude sur le portrait peint, et se propose à montrer que l'image portraiturée surgit sur la toile tel qu'un "autre", un "quelqu'un" indeterminé, qui n'aura plus de rapport direct avec le modèle du tableau, devenant impersonnelle. Pour telle étude on a pris comme reférence principale les formulations théoriques de Maurice Blanchot qui ont comme point de départ l'expérience de l'écrit et le statut de l'image en tant qu'ambiguité. Les questions rapportées ici sur le portrait s’appuient sur la notion de neutre, formulée par l'auteur, qui joue un rôle important dans cette approche. Associées à cette notion de neutre, se présentent aussi les concepts de dehors, de fascination, de solitude essentielle et de temps de l'absence de temps. Les auteurs Jean-Luc Nancy et Georges Didi-Huberman ont été choisis pour établir un dialogue avec Blanchot dans le but de contribuer à la compréhension des notions complexes auxquelles se propose cette recherche : Nancy avec ses études sur le portrait et sa notion de distinct, et Didi-Huberman par ses notations sur la ressemblance et par la trame du regard qu'il présente. Tout au long du texte, d'autres auteurs apportent leurs contributions, tels que Giorgio Agamben, Michel Foucault et Roger Laporte. À la fin de la recherche, la fiction Mr Gwyn de Alessandro Barrico vient illuminer les questions abordées, en nous présentant un portraitiste sans portrait. L'étude nous conduit vers une voie de déstabilisation de la ressemblance, de la linéarité temporelle ainsi que de l'identité et nous entraîne à l'impersonnalité de l'image portraiturée, qui, dissociée de son référent, devient un portrait de personne.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83756
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectArte-Pintura
dc.subjectAuto-retratos
dc.subjectRepresentação (Filosofia)
dc.subjectPercepção visual
dc.subject.otherArte-Pintura
dc.subject.otherAuto-retratos
dc.subject.otherRepresentação (Filosofia)
dc.subject.otherPercepção visual
dc.titleDO RETRATO DE NINGUÉM: um estudo sobre a impessoalidade da imagem retratada
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Daisy Leite Turrer
local.contributor.advisor1Lattesx
local.contributor.referee1Eliana Scotti Muzzi
local.contributor.referee1Paulo Fonseca Andrade
local.contributor.referee1Neide das Graças de Souza Bortolini
local.contributor.referee1Roberto Bethônico Figueiredo
local.creator.Lattesx
local.description.resumoEsta pesquisa consiste em um estudo sobre o retrato pintado e tem como objetivo mostrar que a imagem retratada surge na tela como um “outro”, um “alguém” indeterminado que deixa de ter uma relação direta com o modelo do quadro, tornando-se impessoal. Para tal estudo, tomam-se como referência principal as formulações teóricas de Maurice Blanchot que partem da experiência da escrita e do estatuto da imagem como ambiguidade. A noção de neutro, formulada pelo autor, terá um importante papel nesta nossa abordagem, sustentando as questões colocadas aqui sobre o retrato. Articuladas a ela, estarão também as noções de fora, fascínio, solidão essencial, e tempo de ausência de tempo. Jean-Luc Nancy e Georges Didi-Huberman são autores eleitos para estabelecer um diálogo com Blanchot no intuito de contribuir para o entendimento das noções complexas a que propõe esta pesquisa: Nancy com seus estudos sobre o retrato e sua noção de distinto, e Didi-Huberman pelos apontamentos sobre a semelhança e pela trama do olhar que apresenta. Ao longo do texto, outros autores vão sendo convidados a trazer suas contribuições, como Giorgio Agamben, Michel Foucault e Roger Laporte. Ao final da pesquisa, a ficção Mr. Gwyn de Alessandro Barrico vem iluminar as questões abordadas, nos trazendo um retratista sem retrato. O estudo nos conduz por um caminho de desestabilização da semelhança, da linearidade temporal e da identidade, levando-nos à impessoalidade da imagem retratada, que, desvinculada de seu referente, torna-se um retrato de ninguém.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes

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