Silenciamentos de gênero e sexismo na educação profissional e tecnológica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Os dados do Censo Demográfico do IBGE (BRASIL, 2014) demonstram que, embora tenham mais
escolaridade do que os homens, as escolhas das mulheres por determinadas áreas de atuação, em detrimento de outras,
originam o fenômeno denominado “segregação horizontal”, na qual a presença delas nas áreas tecnológicas é
inexpressiva. Por sua vez, como as profissões de mais prestígio e remuneração no mercado de trabalho são as das áreas
mais tecnologizadas, a baixa participação das mulheres nesses setores acarreta outro fenômeno de desigualdade, a
“segregação vertical”, na qual os rendimentos femininos ficam aquém dos recebidos pelos homens e elas dificilmente
alcançam níveis de prestígio e poder nas carreiras. Adotando o conceito de gênero, proposto por Scott (1986), como
uma categoria relacional e, tendo como unidades de análise Cursos Técnicos de Nível Médio do Centro Federal de
Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), o presente artigo, derivado de uma pesquisa de Mestrado em
Educação ainda em andamento, problematiza e visa identificar e analisar, segundo as percepções de alunos e alunas, as
relações de gênero e o sexismo presentes na Educação Profissional e Tecnológica. Ampara-se nas prerrogativas de
Hirata e Kérgoat (2007), nas quais as relações assimétricas e antagônicas entre homens e mulheres têm sua base
material na divisão sexual do trabalho. Destarte procura ultrapassar a análise fenomenológica e a perspectiva simbólica
dessas diferenças que se revestem em desigualdades entre os sexos.
Abstract
Assunto
Relações de Gênero, Educação Tecnológica, Divisão sexual do trabalho
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http://www.wwc2017.eventos.dype.com.br/resources/anais/1500150420_ARQUIVO_ArtigoCompletoBruna.pdf