Educação ambiental na gestão de bacias hidrográficas : a experiência do Programa de Educação Ambiental do Cultivando Água Boa/Itaipu Binacional – PR
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Anelize Queiroz Amaral
Maria Manuela Martins Alves Moreira
Bernardo Machado Gontijo
Valéria Amorim do Carmo
Maria Manuela Martins Alves Moreira
Bernardo Machado Gontijo
Valéria Amorim do Carmo
Resumo
Diante da necessidade de uma gestão sustentável dos recursos hídricos no Brasil, o Programa
Cultivando Água Boa (CAB), por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) da Itaipu
Binacional desenvolvido na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3) destacou-se por integrar a
Educação Ambiental (EA) nas ações de gestão dos recursos hídricos. Nesse sentido, o
presente trabalho teve como objetivo propor diretrizes para programas de EA alicerçados na
valorização dos saberes coletivos, na visão integradora de conhecimentos, nos processos
formativos, na constituição de redes colaborativas voltadas para a capilaridade e enraizamento
da EA, e na gestão ambiental de bacias hidrográficas. Para isso, a metodologia utilizada foi de
abordagem qualitativa, com análise dos dados baseada na pesquisa exploratória e Pesquisa Ação-Participante, utilizando-se de procedimentos de revisão bibliográfica e aplicação de
questionários que foram analisados por meio do software IRAMUTEQ. Os resultados
indicaram que o PEA/CAB foi um importante propulsor para o desenvolvimento de projetos
de EA, e que, além da adoção de indicadores de resultados é necessário indicadores
qualitativos de impacto para implementação de programas de EA. Com base nos resultados
obtidos, as diretrizes para a reaplicabilidade do PEA na gestão territorial por bacias
hidrográficas, contemplam questões de cunho estratégico, gerencial, metodológicas e de
desenvolvimento humano, no que tangem a concepção e implementação da EA. Das diretrizes
estratégicas destaca-se: concepção articulada com outros programas socioambientais;
articulação interinstitucional; formação de coletivo educador; preparação conceitual dos
atores locais; construção participativa das metas, indicadores e formas de monitoramento dos
resultados; estabelecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa; formação
para os gestores do programa; comunicação clara e transparente; definição dos papéis dos
envolvidos; definição dos níveis de participação social dos diferentes atores sociais, bem
como, as metodologias que irão compor a tecnologia social de mobilização, constituição,
formação e atuação dos coletivos educadores. No que se refere as diretrizes gerenciais,
sugere-se o fortalecimento da EA popular, por meio de recursos financeiros e técnicos
destinados às comunidades de aprendizagem (CAs); assessoria técnica para as equipes das
prefeituras e outros envolvidos; presença de gestores de educação ambiental nos municípios
envolvidos; definição de metas e indicadores para os coletivos educadores, Programas de
Formação de Educadores Ambientais (FEA) e CAs; perfil adequado do gestor do PEA;
preparo técnico e associados ao desenvolvimento humano dos educadores ambientais atuantes
no PEA. Já as diretrizes metodológicas, baseiam-se na formação para as CAs; envolvimento
da comunidade escolar; inserção de aspectos básicos da EA; promoção do nexo água e
sustentabilidade na gestão ambiental por bacia hidrográfica, integrando-se água, saúde
integrativa, ecopedagogia e sustentabilidade; adoção da ação-reflexão nas tomadas de
decisões; adoção de linguagem que dialogue com diferentes vertentes de manifestação
espiritual. Concluímos que EA crítica, mobilizadora, participativa, transformadora, alicerçada
nos documentos planetários e organizada por meio de um programa de formação continuada
de educadores ambientais e coletivos educadores pode oportunizar conhecimento e
experiências promotoras de desenvolvimento humano, tendo a água como tema integrador e a
bacia hidrográfica como território de intervenção.
Abstract
Given the need for sustainable management of water resources in Brazil, the Cultivating Good
Water Program (CAB), through the Environmental Education Program (PEA) of Itaipu
Binacional developed in the Paraná River Basin 3 (BP3) stood out for integrating
Environmental Education (EE) in water resources management actions. In this sense, the
present work aimed to propose guidelines for EE programs based on the appreciation of
collective knowledge, on the integrative view of knowledge, on training processes, on the
constitution of collaborative networks aimed at the capillarity and rooting of EE, and on
environmental management of river basins. For this, the methodology used was a qualitative
approach, with data analysis based on exploratory research and Participant-Action Research,
using literature review procedures and application of questionnaires that were analyzed using
the IRAMUTEQ software. The results indicated that the PEA/CAB was an important driver
for the development of EE projects, and that, in addition to the adoption of result indicators,
qualitative impact indicators are needed for the implementation of EE programs. Based on the
results obtained, the guidelines for the replicability of the PEA in territorial management by
river basins, contemplate strategic, managerial, methodological and human development
issues regarding the design and implementation of EE. Of the strategic guidelines, the
following stand out: design articulated with other socio-environmental programs;
interinstitutional articulation; formation of an educator collective; conceptual preparation of
local actors; participatory construction of goals, indicators and ways of monitoring results;
establishment of partnerships with universities and research centers; training for program
managers; clear and transparent communication; definition of the roles of those involved;
definition of the levels of social participation of the different social actors, as well as the
methodologies that will compose the social technology of mobilization, constitution,
formation and performance of the educating collectives. With regard to management
guidelines, the strengthening of popular EE is suggested, through financial and technical
resources destined to learning communities (CAs); technical assistance for teams from city
halls and others involved; presence of environmental education managers in the municipalities
involved; definition of goals and indicators for collective educators, Training Programs for
Environmental Educators (FEA) and CAs; adequate profile of the PEA manager; technical
preparation and associated with the human development of environmental educators working
in the PEA. The methodological guidelines, on the other hand, are based on training for the
CAs; involvement of the school community; insertion of basic aspects of EA; promotion of
the water and sustainability nexus in environmental management by river basin, integrating
water, integrative health, eco-pedagogy and sustainability; adoption of action-reflection in
decision-making; adoption of language that dialogues with different aspects of spiritual
manifestation. We conclude that critical, mobilizing, participatory, transformative EE, based
on planetary documents and organized through a continuing education program for
environmental educators and educator’s collectives, can provide opportunities for knowledge
and experiences that promote human development, with water as an integrating theme and the
basin as a territory of intervention.
Assunto
Participação social, Educação ambiental, Recursos hídricos – Desenvolvimento, Sustentabilidade
Palavras-chave
Participação Social, Recursos Hídricos, Sustentabilidade
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