Decisões de participação laboral e aposentadoria na América Latina: O papel dos incentivos dos pilares contributivos dos sistemas de previdência na extensão da vida ativa nos casos de Paraguai, Chile e Uruguai

dc.creatorAngela Rios Gonzalez
dc.date.accessioned2026-01-29T14:52:24Z
dc.date.issued2025-10-13
dc.description.abstractOver the past decades, population aging in Latin America has advanced in parallel with the maturation of pension systems. In several Latin American countries, the sustainability challenges of these systems—stemming from aging—coexist with coverage inequalities typical of expansion phases. The institutional response has involved a shift from intergenerational redistribution pension systems (defined benefits) to those based on intragenerational transfers or defined contributions. The latter type of systems has an incentive structure that encourages people to participate and to delay claiming. This study examines how contributory pension schemes influence the participation and benefit-claiming decisions of older people in three Latin American countries (Paraguay, Chile, and Uruguay). Its objectives are: a) To describe the length of working life for people aged 50 and above. We calculate average ages and life expectancies in terms of activity and pension using the Singulate Mean Age at First Marriage (SMAFM) and Sullivan’s method. b) To examine the endogenous relationship between participation and contributory pension claiming, using univariate and bivariate probit regression models. It is suggested that defined benefit schemes promote simultaneous participation and claiming decisions, while defined contribution systems incentivize the separation of these choices. c) To analyze the effects of pension systems on shaping the profiles of older adults covered by pension, active, and vulnerable. Marginal effects of the joint probabilities from the bivariate probit are estimated. The sources used include: a) The harmonized database of longitudinal surveys on social protection (ELPS), and b) Sex-disaggregated life tables for each country, provided by the Population Division for the 2010–2015 period. The study concludes that: a) Working life is extended, even with comparatively high mortality at older ages. Among men, active life expectancy exceeds 40 years, and their withdrawal from the labor force occurs near retirement age, while women’s working life spans between 27 and 43 years, with retirement occurring earlier. Between 1/4 and 3/4 of active life expectancy is allocated to the informal labor market, while 3 to 4 years are spent in unemployment. b) Receiving pension benefits reduces labor participation in all three countries and among both sexes, with a sharp decline at eligibility ages. Participation and claiming decisions occur simultaneously among older persons of both sexes in the three countries. Factors that positively affect claiming have a negative effect on participation, which changes their direction and significance once endogeneity is considered. c) There is a relationship between profiles composition and the type of pension scheme. The profile that combines activity and non-claiming is not necessarily associated with vulnerability, especially due to the role of education. In countries with defined contribution pillars—such as Chile and Uruguay—a higher educational level increases the probability of men participating without claiming, while in defined benefit systems, it reduces the chances. This pattern does not hold for women. Among men, health status discourages this profile. Remaining active and receiving a pension is associated with younger age, higher education, longer work histories, and at least a minimum level of contribution density. The vulnerable profile is more prevalent among women and linked to shorter contribution histories and family dependence. The composition (measured by education, work experience, health, and contribution density) is less heterogeneous under defined contribution systems, but only among men.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1517
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectPrevidência social
dc.subjectReforma previdenciária
dc.subjectAmérica Latina
dc.subjectAposentadoria
dc.subjectDemografia
dc.subject.otherParticipação
dc.subject.otherAposentadoria
dc.subject.otherIdosos
dc.subject.otherSistemas de previdência
dc.subject.otherAmérica Latina
dc.titleDecisões de participação laboral e aposentadoria na América Latina: O papel dos incentivos dos pilares contributivos dos sistemas de previdência na extensão da vida ativa nos casos de Paraguai, Chile e Uruguai
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Bernardo Lanza Queiroz
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7581282834093314
local.contributor.referee1Laura Lídia Rodríguez Wong
local.contributor.referee1Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto
local.contributor.referee1Everton Emanuel Campos de Lima
local.contributor.referee1Luis Eduardo Afonso
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1207874563746143
local.description.resumoDurante as últimas décadas, o envelhecimento populacional da América Latina avançou paralelamente à maturação dos sistemas de previdência. Em vários países, os desafios de sustentabilidade dos sistemas derivados do envelhecimento, coexistem com desigualdades na cobertura, típicas de fases de expansão. A resposta institucional tem sido a transição de modelos baseados na redistribuição intergeracional (de benefício definido), para modelos baseados em transferências intrageracionais ou de contribuição definida. Esses últimos criam uma estrutura de incentivos que favorece a participação e o adiamento da aposentadoria. Este estudo analisa a influência dos sistemas de previdência sobre as decisões de participação e aposentadoria das pessoas nas idades próximas à aposentadoria em países latinoamericanos com sistemas de benefício definido, contribuição definida e misto. Selecionamos os casos de Paraguai, Chile e Uruguai. Os objetivos são: a) Descrever a extensão da vida ativa das pessoas acima de 50 anos. Aplicam-se as metodologias de Singulate Age at First Marriage (SMAFM) e o método de Sullivan para calcular idades médias e esperanças de vida em condições de atividade e aposentadoria. b) Examinar a relação endógena entre participação laboral e aposentadoria contributiva, aplicando modelos de regressão probit univariado e biprobit. Sugere-se que sistemas de previdência de benefício definido promovem decisões simultâneas de participação e aposentadoria,enquanto sistemas de contribuição definida introduzem incentivos que separam as decisões. c) Analisar o efeito dos sistemas de previdência na definição de perfis de idosos protegidos por aposentadoria, ativos e vulneráveis. Em linha com esse objetivo, estimam-se efeitos marginais das probabilidades conjuntas resultantes do biprobit. As fontes utilizadas incluem: a) Banco de dados harmonizado das pesquisas longitudinais de proteção social (ELPS), e b) Tábuas de vida da divisão de população das Nações Unidas para 2010–2015. Como resultados destacam: a) A duração da vida ativa é extensa, considerando a mortalidade ainda comparativamente elevada nas idades avançadas. Os homens superam os 40 anos de vida ativa e sua saída da força laboral ocorre próximo à idade de aposentadoria, enquanto a vida ativa das mulheres dura entre 27 e 43 anos, e a saída da força laboral ocorre antes. Entre um 1/4 e 3/4 da esperança de vida ativa é alocada no mercado informal, enquanto entre 3 e 4 anos se perdem por desemprego b) Nos três países, conclui-se que para ambos os sexos a elegibilidade para previdência reduz a participação laboral, e as decisões de atividade e aposentadoria são simultâneas. Os determinantes que impactam negativamente sobre a participação, incentivam a probabilidade de aposentar, pelo qual seu sentido e significância variam ao controlar a endogeneidade das decisões. c) Há relação entre composição dos perfis e o tipo de sistema de previdência. O perfil ativo sem aposentadoria não necessariamente indica maior vulnerabilidade, principalmente pelo impacto da educação. Em países com pilares de contribuição definida —como Chile e Uruguai —maior nível educacional incrementa a probabilidade de participar sem se aposentar dos homens, enquanto no sistema de benefício definido, reduz as chances. Esta conclusão não se aplica às mulheres. A condição de saúde reduz a probabilidade desse perfil, mas apenas entre os homens. Combinar atividade e aposentadoria se associa às faixas etárias idade 60-70, escolaridade superior, inserção laboral extensa, e uma densidade de contribuição equivalente ao tempo mínimo ou superior. O perfil vulnerável é mais provável entre as mulheres, associado com menor tempo de contribuição, e dependência de arranjos familiares como estratégia de proteção na velhice. Em termos composicionais (educação, histórico laboral, saúde, densidade contributiva) é menos heterogêneo em sistemas de contribuição definida, mas apenas entre os homens.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Demografia
local.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS

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