Produção e composição química de grãos de sorgo submetidos a diferentes ambientes

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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O estudo da produção e composição química dos grãos de sorgo considera características agronômicas como resistência a doenças e tolerância a estresses. Essa abordagem busca aumentar a produtividade e otimizar a qualidade nutricional dos grãos, ampliando seu uso na alimentação humana e animal. Este estudo teve como objetivo avaliar 23 genótipos experimentais e seis comerciais de sorgo em dois ambientes: irrigado e sequeiro. O experimento foi realizado em área experimental no Intituto de Ciências Agrárias da UFMG, em Montes Claros – MG. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, com três repetições, totalizando 87 parcelas. Foram analisados o florescimento, a altura das plantas, a produtividade de grãos e o peso de mil grãos. Também foram avaliadas a resistência à antracnose e ao pulgão, além da composição química dos grãos, incluindo proteína bruta, lipídeos, carboidratos, cinzas e taninos. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de médias Scott-Knott (5%). As médias foram submetidas à análise de correlação de Pearson. Os genótipos tardios floresceram entre 80 e 85 dias, enquanto os precoces entre 64 e 69 dias. A produtividade foi maior no ambiente irrigado (4,06 t/ha). A antracnose foi mais severa sem estresse hídrico, com 331 e 17B mais resistentes. Os genótipos 234 e 16B tiveram menor infestação de pulgões, mas 16B mostrou maior suscetibilidade ao dano. A proteína bruta variou de 10,25 a 12,37%, indicando o potencial do sorgo na alimentação animal. Houve correlação negativa entre proteína e carboidratos (-0,82**), indicando que genótipos mais proteicos acumulam menos energia. O teor de taninos foi maior em alguns genótipos sem estresse hídrico, e sua correlação positiva com a altura das plantas (0,63**) sugere defesa na defesa contra pragas, o que pode afetar a digestibilidade. Os genótipos mais promissores em ambiente sem estresse hídrico foram VOLUMAX, K200 e 234/17A, devido à alta produtividade, bom peso de mil grãos e composição química equilibrada. Já no ambiente sequeiro, destacaram-se os genótipos precoces, como 234/21A e 270XX/35A. Esses achados sugerem que é possível selecionar genótipos de sorgo que combinem características agronômicas favoráveis e composição nutricional superior, particularmente em condições de estresse hídrico.

Abstract

Assunto

Sorgo - Resistência a doenças e pragas - Aspectos genéticos, Cereais, Sorgo - Experiência de campo

Palavras-chave

Produtividade, Proteína Bruta, Restrição hídrica, Rendimento de grãos, Sorghum bicolor (L.) Moench.

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