Escrevivência sinalizada trajetórias escolares e não escolares de mulheres negras surdas e as contribuições da Lei 10.639/2003
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Signed writing school and non-school trajectories of deaf black women and the contributions of Law 10,639/2003
Primeiro orientador
Membros da banca
Diléia Aparecida Martins
Natalino Neves da Silva
Nanci Araújo Bento
Natalino Neves da Silva
Nanci Araújo Bento
Resumo
O conceito de escrevivência, conforme apresentado na Introdução deste trabalho, está
relacionado com “escrever”, “viver” e “se ver”. Conceição Evaristo pensou a escrevivência
para que corpo e voz das mulheres negras possam ecoar no papel. A autora afirma que “a
nossa escrevivência não é para adormecer os da casa grande, mas acordá-los de seus sonhos
injustos.” Relacionando o conceito de interseccionalidade – gênero e raça – cunhado por
Kimberlé Crenshaw, podemos dizer que ambas escrevem sobre mulheres negras e feminismo
negro. O presente trabalho propõe ecoar vozes através da Libras de mulheres negras surdas,
pensando, inclusive, como a Lei 10.639/2003, referente à discussão racial na escolarização
básica, contribuiu na construção de identidades ao longo da escolarização. A referida Lei
poderia estimular o estudo de autores e autoras negras nas escolas especiais, bilíngues e
inclusivas para estudantes surdos, contribuindo para que estudantes negros surdos e brancos
surdos possam também atuar na luta antirracista. Desse modo, abordando dois elementos,
linguístico e racial, no espaço educativo. Esta pesquisa dialoga com os princípios do
feminismo negro e também pensa como o feminismo negro surdo pode ser utilizado em
materiais acessíveis em libras para a aplicação da Lei 10.639/2003. Nesta pesquisa temos por
objetivo reconhecer o lugar de fala das mulheres negras surdas, rompendo com o apagamento
dos seus corpos e suas vozes, dialogando com a interseccionalidade: gênero e raça. Os
sujeitos foram escolhidos por serem mulheres negras surdas, que estavam na Educação Básica
após a aprovação da Lei 10.639/2003 e outras, antes da aprovação da Lei, tendo em vista sua
premissa de uma Educação antirracista.
Abstract
The concept of writing, as presented in the Introduction of this work, is related to “writing”, “living” and “seeing oneself”. Conceição Evaristo conceived of writing so that the bodies and voices of black women could echo on paper. The author states that “our writing is not to put those in the big house to sleep, but to wake them up from their unjust dreams.” Relating the concept of intersectionality – gender and race – coined by Kimberlé Crenshaw, we can say that both women write about black women and black feminism. This work proposes to echo the voices of deaf black women through Libras, also considering how Law 10.639/2003, regarding racial discussion in basic education, contributed to the construction of identities throughout schooling. The aforementioned Law could encourage the study of black authors in special, bilingual and inclusive schools for deaf students, helping black deaf students and white deaf students to also participate in the anti-racist struggle. In this way, addressing two elements, linguistic and racial, in the educational space. This research dialogues with the principles of black feminism and also considers how black deaf feminism can be used in accessible materials in libras for the application of Law 10.639/2003. In this research, we aim to recognize the place of speech of black deaf women, breaking with the erasure of their bodies and voices, dialoguing with intersectionality: gender and race. The subjects were chosen because they were deaf black women, who were in Basic Education after the approval of Law 10.639/2003 and others, before the approval of the Law, in view of its premise of an anti-racist Education.
Assunto
Brasil - [Lei n. 10.639, de 09 de janeiro de 2023], Educação - Relações de gênero, Educação - Relações raciais, Educação - Relações étnicas, Negras - Educação, Feminismo, Surdos - Educação, Surdez, Lingua brasileira de sinais
Palavras-chave
Interseccionalidade, Mulheres negras surdas, Feminismo negro surdo, Surdez, Libras