Representações Femininas em narrativas de vida protagonizadas por mulheres: uma análise semiolinguística das seções Eu, Leitora e Moi, Lectrice das revistas Marie Claire, Edições Brasileira e Francesa
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Female representations in life narratives starring women: a semiolinguistic analysis of the sections I, reader and Moi, lectrice of Marie Claire magazines, Brazilian and French editions
Primeiro orientador
Membros da banca
Micheline Maedi Tomazi
Janaína de Assis Rufino
Ida Lucia Machado
Luciano Magnoni Tocaia
Janaína de Assis Rufino
Ida Lucia Machado
Luciano Magnoni Tocaia
Resumo
Sabemos que a mulher é representada em diversos suportes midiáticos e ganha espaço e visibilidade, fazendo emergir uma voz historicamente silenciada. No entanto, as representações sobre a mulher circulantes na sociedade e nesses meios são baseadas em estereótipos enraizados na memória social. Os estereótipos estão presentes quase sempre na sociedade em que o discurso é produzido. O objetivo geral da pesquisa é de apreender a representação da mulher contemporânea na revista Marie Claire brasileira e francesa (de um mesmo ano), a partir da análise dos principais procedimentos linguístico-discursivos de construção das narrativas de vida publicadas nas seções Eu, leitora (versão brasileira) e Moi lectrice (versão francesa) da revista, verificando os papéis narrativos da mulher – vítima, agressora etc –, bem como os papéis narrativos do homem – agressor, aliado etc – nesses relatos. A escolha do corpus analisado se deu por acreditarmos que nesse material há um grande nicho de informações que nos levam para o resultado que mais nos interessa em nossas pesquisas sobre a representação feminina, que é responder à pergunta: qual é a construção da imagem da mulher nos dias de hoje em uma determinada mídia? A escolha do objeto nos permitiu traçar as representações sociais que circulam em um veículo de comunicação, mais precisamente no corpus escolhido pertencente à revista Marie Claire, fazendo uma comparação entre as versões com relação ao gênero feminino e os papéis atribuídos a ele. Na nossa pesquisa, analisamos dois textos extraídos da revista publicados nos anos de 2017 e 2018, pertencentes ao macrotema “relações afetivas”. O corpus completo é composto por 26 textos: 13 extraídos da Marie Claire brasileira e 13 da Marie Claire francesa. Para traçar essas representações, utilizamos a Semiolinguística, do teórico francês Patrick Charaudeau (1983, 1992, 2002, 2008, 2014, 2015a, 2015b, 2016, 2017), partindo de algumas categorias essenciais, tais como o contrato comunicacional e os sujeitos da linguagem, os modos de organização do discurso (principalmente o narrativo e o enunciativo), os imaginários sociodiscursivos e a construção identitária dos sujeitos envolvidos na enunciação. Ademais, buscamos estabelecer um diálogo com outros teóricos das Ciências Humanas. Nossa hipótese de que as diferenças culturais influenciam na forma como a mulher é representada na seção Eu, leitora e Moi, lectrice se confirmou. Através da comparação entre as duas versões, observamos que, na versão brasileira, a figura feminina representada de maneira mais atual em relação aos comportamentos e atitudes perante suas experiências de vida, apesar de existirem também certos posicionamentos conservadores. Já na versão francesa, a mulher é representada mais formalmente, seguindo o conservadorismo de uma sociedade patriarcal como a francesa. Logo, a mulher na revista Marie Claire é representada seguindo o editorial da revista: um folhetim que segue as mudanças e conquistas do gênero feminino, porém com ideias ainda conservadoras presentes na sociedade ocidental.
Abstract
Assunto
Marie Claire (Revista), Análise do discurso, Mulheres Linguagem, Mulheres na comunicação de massa, Estratégia discursiva
Palavras-chave
Narrativas de vida; analise do disucrso; mulher; Marie Claire