Tempos e vivências no contexto da educação infantil: o encontro entre o hoje, o ontem e o amanhã
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
A presente pesquisa, inserida no Programa “Infância e Escolarização”, tem como objetivo compreender como bebês e crianças de 0 a 3 anos vivenciam o tempo social no contexto de uma Escola Municipal de Educação Infantil de Belo Horizonte (EMEI Tupi). Com base na Etnografia em Educação, em diálogo com a Psicologia Histórico-cultural, a Filosofia e a Sociologia, acompanhamos um grupo de bebês e crianças na EMEI Tupi, entre os anos de 2017 e 2019. Para construção analítica deste trabalho, foram selecionadas três crianças, com base nos seguintes critérios: (a) aparecimento recorrente nas videogravações do ano de 2017; (b) participação ativa na roda do ano de 2019; (c) possibilidade de acompanhar a sua história de desenvolvimento ao longo dos 3 anos. Por isso, por meio da análise microgenética, bem como por meio do entrelaçamento entre as diferentes dimensões temporais – kairós, aión e khrónos – vimos que suas vivências se constituíram pelos pares dialéticos [individual/coletivo], [regularidade/singularidade] e [evidenciação/ocultação], tornando evidente que as crianças transformam e são transformadas pelo tempo institucional. Vimos também que: (i) o tempo analisado no contexto da escola deve ser pensado como uma unidade que entrelaça as distintas dimensões do tempo social (khrónos, kairós, aión); (ii) que o tempo não é apenas a rotina da escola e, por isso mesmo, deve ser observado enquanto uma unidade que contempla presente, passado e futuro; (iii) que, enquanto um tema fugidio, o tempo deve ser analisado sempre em relação a outros aspectos (como o espaço, os artefatos e as vivências das pessoas). Por isso, defendemos a tese de que os tempos sociais presentes no contexto da EMEI Tupi articulam as vivências das crianças e estas atualizam, transformam e são transformadas pelas maneiras como esses tempos se manifestam no cotidiano institucional. Nesse sentido, propomos pensar no tempo enquanto uma totalidade que contempla o que foi, o que é e o que será, mas também o que há de novo, o que é criação, levando em consideração as vivências das pessoas. Defendemos, portanto, que é necessária uma reflexão sobre ações prescritivas do tempo que desconsideram a diversidade e o imponderável no contexto da Educação Infantil.
Abstract
Assunto
Educação, Lactentes, Educação de crianças
Palavras-chave
Tempos, Vivências, Educação infantil, Etnografia em educação, Psicologia histórico-cultural
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
