Timing and delays of adjuvant radiotherapy for breast cancer in the public health system in Belo Horizonte
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Momento e atrasos da radioterapia adjuvante para câncer de mama na rede pública de saúde de Belo Horizonte
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Resumo
Introduction: Breast cancer requires
a multidisciplinary approach, including
surgical and clinical oncology and radiation.
The synergy between these is associated
with better outcomes and reduced mortality.
Radiotherapy (RT) should be initiated within
eight weeks after surgery when chemotherapy
is not indicated. If administered first, it should
be started within seven months of surgery. A
delay in these terms can lead to poor results.
Several problems in Brazil’s public healthcare
system, SUS, are responsible for the deficit of
RT for patients with breast cancer. Objective:
The present study was developed to estimate
the time required to start adjuvant RT and
its delays at Hospital das Clínicas of the
Federal University of Minas Gerais (UFMG).
Method: In the presented service, one
hundred twenty-two charts of female breast
cancer patients were randomly selected from
patients submitted to treatment with curative
intent from 2003-2017. The primary endpoint
was to set the median time from surgery to
adjuvant RT, and the secondary was to set
the median RT time. Results: Ninety-four
patients were included, and 26 were not due to
a lack of information. The median age was 49
years old (21 to 90). 21.5% were stage I, 41.9%
stage II, and 34.4% stage III at diagnosis.
The first potential obstacle to delaying breast
cancer treatment was the interval between the
biopsy and its result, with a median time of
13 days but with a heterogeneous interval (1
to 77). The most extended median times were:
referral to RT start and completion, 54 days (1
to 238) and 97 days (43 to 285), respectively.
The median time from surgery to RT start
was seven months (1 to 16), from diagnosis
of cancer to RT completion nine months (2 to
29), and RT starts, and RT completion was 42
days (20 to 80). Conclusion: The results show
significant heterogeneity for the completion
of adjuvant RT, primarily due to long delays
in RT start. Although the same oncology team conducted all our cases, the fragmented
system makes it even more challenging to
receive multidisciplinary care. Besides that,
most patients have a low level of education and
need to fully understand the value of RT and
the importance of performing it in the correct
terms. Unfamiliarity with the bureaucracies of
the health system and family insufficiency are
also factors contributing to delayed treatment.
Improving these deadlines is a complex task
involving education, equipment acquisition,
and planning. Some proposed solutions are
the RT2030 project, hypo-fractionated RT
techniques, and multidisciplinary support.
Abstract
Introdução: O câncer de mama requer
uma abordagem multidisciplinar, incluindo
oncologia cirúrgica e clínica e radiação.
A sinergia entre elas está associada
a melhores resultados e mortalidade reduzida.
A radioterapia (RT) deve ser iniciada dentro de
oito semanas após a cirurgia quando a quimioterapia
não for indicada. Se administrada primeiro, deve
ser iniciada dentro de sete meses da cirurgia. Um
atraso nesses termos pode levar a resultados ruins.
Vários problemas no sistema público de saúde
do Brasil, SUS, são responsáveis pelo déficit de
RT para pacientes com câncer de mama. Objetivo:
O presente estudo foi desenvolvido para estimar
o tempo necessário para iniciar a RT adjuvante e
seus atrasos no Hospital das Clínicas da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Método: No serviço apresentado,
cento e vinte e dois prontuários de pacientes
com câncer de mama do sexo feminino foram selecionados aleatoriamente de
pacientes submetidas a tratamento com intenção curativa de 2003-2017. O desfecho primário
foi definir o tempo médio da cirurgia para
RT adjuvante, e o secundário foi definir
o tempo médio de RT. Resultados: Noventa e quatro
pacientes foram incluídos, e 26 não foram devido
à falta de informação. A idade média foi de 49
anos (21 a 90). 21,5% estavam em estágio I, 41,9%
estágio II e 34,4% em estágio III no diagnóstico.
O primeiro obstáculo potencial para atrasar o tratamento do
câncer de mama foi o intervalo entre a
biópsia e seu resultado, com um tempo médio de
13 dias, mas com um intervalo heterogêneo (1
a 77). Os tempos médios mais estendidos foram:
encaminhamento para início e conclusão da RT, 54 dias (1
a 238) e 97 dias (43 a 285), respectivamente.
O tempo médio da cirurgia ao início da RT
foi de sete meses (1 a 16), do diagnóstico
do câncer à conclusão da RT nove meses (2 a
29), e o início da RT e a conclusão da RT foram de 42
dias (20 a 80). Conclusão: Os resultados mostram
heterogeneidade significativa para a conclusão
da RT adjuvante, principalmente devido a longos atrasos
no início da RT. Embora a mesma equipe de oncologia tenha conduzido todos os nossos casos, o sistema fragmentado
torna ainda mais desafiador
receber atendimento multidisciplinar. Além disso,
a maioria dos pacientes tem um baixo nível de educação e
precisa entender completamente o valor da RT e
a importância de realizá-la nos termos
corretos. A falta de familiaridade com as burocracias do
sistema de saúde e a insuficiência familiar são
também fatores que contribuem para o tratamento tardio.
Melhorar esses prazos é uma tarefa complexa
que envolve educação, aquisição de equipamentos
e planejamento. Algumas soluções propostas são
o projeto RT2030, técnicas de RT hipofracionadas
e suporte multidisciplinar.
Assunto
Câncer, Radioterapia, Saúde Pública, Oncologia
Palavras-chave
Radiotherapy, Public Health, Medical Oncology
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