Efeitos de fontes de fibras na dieta de poedeiras comerciais sobre o microbioma cecal, morfometria intestinal e no desempenho e qualidade dos ovos
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Objetivou-se avaliar o efeito da inclusão de fontes de fibra em rações para poedeiras comerciais
sobre o desempenho produtivo, qualidade dos ovos, micróbioma cecal e morfometria intestinal.
Foram utilizadas 520 aves da linhagem comercial Dekalb®, distribuídas em um delineamento
inteiramente casualizado, compreendendo quatro tratamentos com cinco repetições de 26 aves
em cada unidade experimental. Os tratamentos consistiam em três fontes de fibra (capim
elefante, casca de soja e fibra comercial insolúvel), e um tratamento controle, sem fonte
adicional de fibra. O período experimental foi entre 63 a 71 semanas de idade das poedeiras.
Foram avaliados os seguintes dados: desempenho produtivo (produção de ovos, consumo de
ração, peso e massa dos ovos, conversão alimentar por dúzia e caixa de ovos); qualidade de
ovos (resistência da casca, coloração da gema, altura de albúmen, unidade Haugh e espessura
de casca); microbioma cecal e morfometria intestinal. A inclusão das fontes de fibra não afetou
a produção de ovos, número de ovo por ave alojada, peso dos ovos, massa dos ovos, além da
viabilidade e parâmetros de qualidade dos ovos (p<0,05). A inclusão do capim elefante
aumentou o peso final das aves em comparação com os demais tratamentos (p<0,05). As aves
que se alimentaram com casca de soja apresentaram melhor conversão alimentar por quilo
comparado às aves dos demais tratamentos. Na variável conversão alimentar por caixa de ovos, a
casca de soja e o capim elefante apresentaram melhores resultados comparado às aves dos demais
tratamento. Na primeira avaliação de qualidade dos ovos, as aves que consumiram a ração com
inclusão de casca de soja apresentaram os ovos mais pesados em comparação ao capim elefante e a
fibra insolúvel. Na segunda avaliação de qualidade dos ovos, as aves que consumiram a ração com
inclusão de casca de soja e a ração controle apresentaram os ovos mais pesados em comparação a
fibra insolúvel. Além disso, aves alimentadas com a casca de soja apresentaram melhor % de gema
e a pior % de albúmen em comparação aos demais tratamentos. Quanto a avaliação da beta
diversidade, aves que consumiram ração com capim elefante apresentaram maior diversidade
bacteriana em comparação as aves que consumiram ração com casca de soja e sem fonte
adicional de fibra. Aves que consumiram ração com casca de soja apresentaram a microbioma
com maior população da família Selenomonadaceae em comparação às aves que consumiram
ração com capim elefante e o tratamento controle. Aves que consumiram ração com capim
elefante apresentaram a microbioma com maior composição do gênero bacteroides Megamonas
em comparação às aves que consumiram ração com a fibra comercial e casca de soja. Da mesma
forma, aves que também consumiram ração com capim elefante apresentaram a microbioma
cecal com maior população da espécie Faecalibacterium Prausnitzu. O capim elefante, casca
de soja e a fibra comercial insolúvel são alternativas viáveis para a alimentação de poedeiras na
fase de produção sem prejudicar o desempenho, qualidade casca, morfometria e microbioma
cecal.
Abstract
Assunto
Zootecnia
Palavras-chave
Ave poedeira, Alimentação e rações, Dieta em veterinária, Nutrição animal