Internação dos pacientes em hemodiálise pelo Sistema Único de Saúde no Brasil
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Maria das Graças Braga Ceccato
Alzira de Oliveira Jorge
Ilka Afonso Reis
Mariângela Leal Cherchiglia
Alzira de Oliveira Jorge
Ilka Afonso Reis
Mariângela Leal Cherchiglia
Resumo
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O aumento dos fatores de risco para doenças renais, tais como envelhecimento da população, Diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias e obesidade, tem aumentado o número de pacientes com DRC, além do aumento de complicações associadas, como doenças cardiovasculares, infecções e morte. Desta forma, os custos relacionados às terapias renais substitutivas (TRS), medicações e internações representam um desafio à sustentabilidade dos sistemas de saúde. As internações são intercorrências frequentes em pacientes em hemodiálise (HD). As principais causas de internação nesses pacientes são: doença cardiovascular, infecção, cirurgia eletiva, falhas no acesso vascular, sobrecarga de volume circulante, distúrbios hidroeletrolíticos. Existe carência de estudos de grande porte que analisem as características dos pacientes e hospitalizações, especialmente no Brasil. O conhecimento de fatores relacionados às internações é importante para subsidiar políticas de saúde pública no sentido de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os custos. Objetivos: Avaliação dos fatores associados às internações dos pacientes em hemodiálise no Sistema Único de Saúde (SUS) entre os anos de 2008 e 2014. Métodos: Estudo observacional de coorte prospectivo não concorrente, baseado na Base Nacional de Dados de TRS do SUS. Foram analisados pacientes incidentes em hemodiálise (HD) entre 2008 e 2014, seguidos até junho de 2015. A construção da base de dados foi pela técnica de relacionamento determinístico-probabilístico, integrando informações dos sistemas APAC, SIM e AIH. Foram incluídos 178.026 pacientes, excluindo menores de 18 e maiores de 100 anos, e casos agudos. O software R (versão 4.4.1) foi utilizado para análises estatísticas. A variável resposta foi a ocorrência de internação após início da HD, analisada por regressão logística binária ajustada pelo tempo de tratamento, com nível de significância de 5%. Resultados: 178.026 pacientes entraram na coorte, sendo que 39,21% foram internados no período, havendo uma predominância para o sexo masculino com 16.213 internações. A idade média de início da HD foi de 54,43 anos para os pacientes que não internaram e de 56,16 para aqueles que apresentaram internações. Os fatores associados à internação foram: sexo masculino, idade avançada, residência na região Sul, ausência de fístula arteriovenosa (FAV) e presença de internações anteriores ao início da HD. Conclusões: Dentre os fatores associados a maior chance de internação alguns são passíveis de intervenção. O controle de fatores de risco de progressão da doença e a confecção da FAV previamente ao início da HD, podem ajudar a reduzir a chance de hospitalização na população de pacientes com DRC em HD.
Abstract
Assunto
Insuficiência Renal Crônica, Terapia de Substituição Renal, Diálise Renal, Hospitalização, Tempo de Internação
Palavras-chave
Insuficiência Renal Crônica, Terapia de Substituição Renal, Diálise Renal, Hospitalização, Tempo de Internação
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