Análise do estresse em pais/cuidadores de crianças com autismo
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Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Análise do estresse percebido, sintomas depressivos e ansiosos em pais/mães cuidadores de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista
Primeiro orientador
Membros da banca
Leonardo Cruz de Souza
Débora Marques de Miranda
João Vinicius Salgado
Débora Marques de Miranda
João Vinicius Salgado
Resumo
O estresse é uma resposta fisiológica natural a agentes adversos, contudo, se mantido por longos períodos, esse pode acarretar doenças e transtornos. Há evidências de que pais/mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentem níveis mais altos de estresse crônico em relação a pais de crianças com outras doenças ou com desenvolvimento típico. Compreender essas relações favorece a construção de recursos e técnicas assertivas que fomentem melhor qualidade de vida e promoção da saúde dos pais e cuidadores, bem como melhorias nos cuidados destinados a essas crianças. O presente estudo teve como objetivo analisar as relações entre estresse percebido, sintomas psiquiátricos e estratégias de enfrentamento em pais/mães cuidadores de filhos com TEA e pais/mães cuidadores de crianças e adolescentes saudáveis. Para tanto, foram utilizados entrevista anamnésica semi-estruturada e as Escalas de Estresse Percebido, Inventário de Ansiedade de Beck (BAI), Inventário de Depressão de Beck (BDI) em pais cuidadores de crianças e adolescentes atendidos no ambulatório do Hospital Borges da Costa da Universidade Federal de Minas Gerais. A amostra foi composta por 51 pais de autistas e 26 pais controles, perfazendo um total de 77 entrevistados. Os dados foram tratados com os testes Shapiro-Wilk, Qui-Quadrado, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis. A análise de correlação foi realizada por meio do coeficiente de Spearman. Os resultados da comparação das escalas não evidenciaram diferenças no estresse percebido entre os grupos (P = 0,244). Para as escalas de ansiedade (P = 0,20) e depressão (P = 0,00) temos que o grupo 1 (TEA) apresentou pontuações mais altas, ou seja, piores resultados do ponto de vista clínico, pois tendem a manifestar sintomas ansiosos e/ou depressivos mais graves que os do grupo controle. A análise de associação entre estresse e sintomas psiquiátricos teve como resultado a correlação positiva e significativa entre estresse e ansiedade (P = 0, 046, rho = 0,228). O mesmo aconteceu na relação entre depressão e ansiedade (P = 0,001, rho = 0,697). No entanto, não se observou correlação significativa entre depressão e estresse. Concluiu-se, portanto, que os pais de autistas apresentam mais sintomas depressivos e ansiosos que pais de crianças saudáveis, essa diferença não se verificou com relação ao estresse.
Abstract
Stress is a natural physiological response to adverse agents, however, if maintained
for long periods, it can lead to diseases and disorders. There is evidence that fathers /
mothers of children with Autistic Spectrum Disorder (ASD) have higher levels of chronic
stress than parents of children with other diseases or with typical development.
Understanding these relationships favors the construction of resources and assertive
techniques that foster a better quality of life and health promotion for parents and
caregivers, as well as improvements in care for these children. The present study
aimed to analyze the relationship between perceived stress, psychiatric symptoms and
coping strategies in parents / mothers who care for children with ASD and parents /
mothers who care for healthy children and adolescents. For this, semi-structured
anamnesis interviews and the Perceived Stress Scales, Beck Anxiety Inventory (BAI),
Beck Depression Inventory (BDI) were used in parents caring for children and
adolescents treated at the Borges da Costa da Hospital outpatient clinic. Federal
University of Minas Gerais. The sample consisted of 51 parents of autistic children and
26 control parents, making a total of 77 respondents. The data were treated with the
Shapiro-Wilk, Chi-Square, Mann-Whitney, Kruskal-Wallis tests. The correlation
analysis was performed using Spearman's coefficient. The results of the comparison
of the scales did not show differences in the perceived stress between the groups (P
= 0.244). For the anxiety (P = 0.20) and depression (P = 0.00) scales, group 1 (ASD)
showed higher scores, that is, worse results from the clinical point of view, as they tend
to manifest symptoms anxious and / or depressive patients more severe than those in
the control group. The analysis of the association between stress and psychiatric
symptoms resulted in a positive and significant correlation between stress and anxiety
(P = 0.046, rho = 0.228). The same happened in the relationship between depression
and anxiety (P = 0.001, rho = 0.697). However, there was no significant correlation
between depression and stress. It was concluded, therefore, that parents of autistic
children have more depressive and anxious symptoms than parents of healthy
children, this difference was not verified in relation to stress.
Assunto
Transtorno do Espectro Autista, Estresse Psicológico, Estresse Fisiológico, Depressão, Ansiedade
Palavras-chave
Estresse parental, autismo, neurofisiologia do estresse, depressão, ansiedade, sintoma psiquiátrico