A zootoponímia em Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Tese de doutorado

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Membros da banca

Marcia Maria Duarte dos Santos
Ana Paula Mendes Alves de Carvalho
Ana Paula Antunes Rocha
Marcia Veronica Ramos de Macedo

Resumo

O processo de nomeação é um ato designativo constituído a partir da relação homem/sociedade, representada pela linguagem. Dessa forma, os estudos toponímicos oferecem um valioso conjunto de indícios para o estudo da paisagem e dos costumes de determinada região. Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo descritivo linguístico e cultural dos topônimos (nomes próprios de lugar) de índole animal, os denominados zootopônimos, presentes no estado de Minas Gerais. A pesquisa está alicerçada no conceito de cultura de Duranti (2000), nos pressupostos teórico-metodológicos da ciência onomástica de Dauzat (1926) e Dick (1990a, 1990b, 2004 e 2006) e na teoria de variação e mudança linguística de Labov (1974). O corpus da pesquisa é proveniente do banco de dados do Projeto ATEMIG - Atlas Toponímico de Minas Gerais desenvolvido, desde 2005, na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Os dados do ATEMIG foram construídos a partir do levantamento e classificação toponímica de todos os acidentes físicos e humanos dos 853 municípios de Minas Gerais, documentados em cartas topográficas do IBGE, perfazendo, até o presente momento, um total 85.391 topônimos. Pertencem à categoria dos zootopônimos, 5.304 dados, que foram analisados quantitativa e qualitativamente. Além da análise dos dados contemporâneos, a pesquisa também apresenta o estudo de dados históricos, levantados a partir de consultas a mapas dos séculos XVIII e XIX. Para análise linguística das bases léxicas, foram utilizados dicionários gerais, etimológicos e vocabulários diversos. Nossa pesquisa demonstrou que a diversidade da fauna mineira é revelada pelo expressivo número de topônimos de origem animal verificados em nossos corpora. Esses topônimos são, em sua maioria, de origem indígena, o que corrobora com a assertiva de que era o índio o verdadeiro conhecedor da natureza e coube a ele apresentá-la ao colonizador. Nossas análises também comprovaram que os nomes de lugar se fixam ao território de tal maneira que, em muitos casos, se sucedem às culturas, haja vista o número elevado de topônimos relativos a animais que outrora foram abundantes no estado, mas que agora figuram nas listas de espécies ameaçadas de extinção.

Abstract

O processo de nomeação é um ato designativo constituído a partir da relação homem/sociedade, representada pela linguagem. Dessa forma, os estudos toponímicos oferecem um valioso conjunto de indícios para o estudo da paisagem e dos costumes de determinada região. Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo descritivo linguístico e cultural dos topônimos (nomes próprios de lugar) de índole animal, os denominados zootopônimos, presentes no estado de Minas Gerais. A pesquisa está alicerçada no conceito de cultura de Duranti (2000), nos pressupostos teórico-metodológicos da ciência onomástica de Dauzat (1926) e Dick (1990a, 1990b, 2004 e 2006) e na teoria de variação e mudança linguística de Labov (1974). O corpus da pesquisa é proveniente do banco de dados do Projeto ATEMIG - Atlas Toponímico de Minas Gerais desenvolvido, desde 2005, na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a coordenação da Prof.ª Dr.ª Maria Cândida Trindade Costa de Seabra. Os dados do ATEMIG foram construídos a partir do levantamento e classificação toponímica de todos os acidentes físicos e humanos dos 853 municípios de Minas Gerais, documentados em cartas topográficas do IBGE, perfazendo, até o presente momento, um total 85.391 topônimos. Pertencem à categoria dos zootopônimos, 5.304 dados, que foram analisados quantitativa e qualitativamente. Além da análise dos dados contemporâneos, a pesquisa também apresenta o estudo de dados históricos, levantados a partir de consultas a mapas dos séculos XVIII e XIX. Para análise linguística das bases léxicas, foram utilizados dicionários gerais, etimológicos e vocabulários diversos. Nossa pesquisa demonstrou que a diversidade da fauna mineira é revelada pelo expressivo número de topônimos de origem animal verificados em nossos corpora. Esses topônimos são, em sua maioria, de origem indígena, o que corrobora com a assertiva de que era o índio o verdadeiro conhecedor da natureza e coube a ele apresentá-la ao colonizador. Nossas análises também comprovaram que os nomes de lugar se fixam ao território de tal maneira que, em muitos casos, se sucedem às culturas, haja vista o número elevado de topônimos relativos a animais que outrora foram abundantes no estado, mas que agora figuram nas listas de espécies ameaçadas de extinção.

Assunto

Língua portuguesa Regionalismo Minas Gerais, Zoologia Nomenclatura popular, Toponímia Minas Gerais, Linguagem e cultura

Palavras-chave

Minas Gerais, Léxico, Fauna, Cultura, Zootoponímia

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